8 fatores para melhor controle da broca-da-cana

Agricultor deve ficar atento ao período de maior infestação, que vai até maio. Incidência da praga, porém, ocorre o ano todo. Tecnologia ajuda no controle

09/03/2018 12:27:17

Atualizado:

09/03/2018 18:35:26

 

Com o aumento das chuvas e da temperatura, a broca-da-cana pode ter incidência maior na lavoura e colocar a produtividade em risco. O período chuvoso, principalmente na região centro-sul, tem colocado os produtores em alerta.

Conhecer o período de infestação da praga, a metodologia de levantamento, as formas de reprodução e os hábitos usados pelo inseto para se alimentar e atacar a cana ajuda na tomada de decisões do produtor.

1 - Período de infestação

Quem cultiva a broca-da-cana sabe que a infestação pode ocorrer em qualquer período do ano. Porém, de outubro a maio, os riscos são maiores por conta do aumento de chuvas e da temperatura, o que favorece a reprodução. “A cultura da cana-de-açúcar tem a necessidade de ser monitorada constantemente, em virtude de ser perene e plantada o ano inteiro e também por conta das variações do clima, mas o alerta maior é mesmo para este período agora”, afirma Leandro Boncompagni, coordenador de Marketing da Syngenta.

2 - Plantio e corte têm influência:

O aumento da pressão da broca é resultado do crescimento de área plantada e do fim das queimadas da cana para colheita, o que contribuía para interromper o ciclo da praga. A broca costuma se reproduzir a partir do terceiro mês após o plantio ou o corte da cana. “Porém, a lagarta aproveita para penetrar no colmo quando a planta está em sua fase de desenvolvimento vegetativo inicial, facilitando a perfuração, que ocorre no início do ciclo de desenvolvimento”, explica Boncompagni. Dessa forma, ela cria galerias na parte vascular da planta.

3 - Como ela se reproduz e se alimenta:

A mariposa deposita os ovos nas folhas da cana-de-açúcar e ali pode permanecer encubada por até duas semanas, dependendo do clima e temperatura. Após a eclosão, a lagarta migra para a região do cartucho da planta alimentando-se da raspagem das folhas e da casca do entrenó em formação.

4- Longevidade e prejuízos:

Depois de perfurar a casca do colmo, a broca-da-cana pode permanecer no canavial por mais 70 dias, fase em que o inseto causa danos diretos e indiretos para toda a plantação. Os prejuízos são calculados em cerca de R$ 8 bilhões ao ano. A perda é estimada em 0,8 a 1,2 toneladas para cada índice de intensidade de infestação final.

5 - Caminho aberto:

Os furos realizados pela broca-da-cana permitem também o ataque de fungos e pragas secundárias, como o Metamasius hemipterus e, especialmente, os fungos Fusarium moniliforme e Colletotricum falcatum, que causam a podridão vermelha e afetam inclusive na quantidade de sacarose. Os danos podem ser observados em brotos ou perfilhos novos que têm o crescimento afetado pelas larvas.

6 – Levantamento é fundamental

Devido a ocorrência durante toda a safra, o monitoramento da praga é de extrema importância para o manejo integrado e controle eficiente, por isso o planejamento de toda equipe de levantamento deve ser preciso para encontrar a broca no tempo correto, antes dela perfurar a cana.

7 - Tecnologia a favor:

Uma opção para o monitoramento é o uso do SmartBio, um software desenvolvido com o apoio da Syngenta que consegue prever a aparição de pragas na cultura de cana-de-açúcar. “É uma tecnologia que tem ajudado os agricultores na redução dos custos da operação. O software avalia diversos fatores que contribuem para presença da broca-da-cana, como clima e tipo de solo e variedades, por exemplo”, diz Boncompagni. A partir destes dados, o software orienta o produtor sobre como fazer o manejo correto.

8 - Solução para o controle:

A orientação da Embrapa é pelo plantio de variedades resistentes ou tolerantes. O método de controle biológico com Cotesia flavipes, uma espécie de vespa, é considerado eficaz. Porém, com o crescimento agressivo da praga, a necessidade do manejo químico torna-se cada dia maior. “Quando o levantamento populacional de broquinhas atinge cerca de 3% com a presença das brocas, é recomendada a aplicação de defensivos”, diz Boncompagni.

A Syngenta possui, em seu portfólio, o Ampligo, inseticida de contato e gestão que promove uma rápida ação de controle.  “O efeito é imediato. Basta uma aplicação de Ampligo para que a planta fique protegida por até 90 dias”, completa.

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