Broca-do-café: como combater a praga em lavouras de conilon

Manejo cultural e químico ajuda cafeicultores a controlar a praga

30/11/2017 16:47:00

Atualizado:

04/12/2017 20:05:15

 

Quem tem lavoura de café conilon sabe que a broca-do-café é um dos principais desafios a vencer para manter as plantas sadias e produtivas. “Aliar manejo cultural e químico é o melhor caminho para enfrentar a praga”, diz o engenheiro agrônomo Luiz Fernandes, do Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta no Espírito Santo e no sul de Minas Gerais. O inseto voa e pousa nos frutos do cafeeiro. Ali, faz uma picada de prova, constrói galerias e põe os ovos. “Esse ciclo reprodutivo causa estragos no cafezal”, afirma Fernandes.  

O primeiro dano é provocar a queda do chumbinho, ou seja, inviabilizar o fruto ainda na fase de formação. Se, por outro lado, os frutos conseguem vingar, a presença dos insetos acaba por gerar sementes perfuradas, de menor peso, ou aumentar o número de defeitos nos grãos. “Em ambos os casos, o valor do produto no mercado cai. Numa lavoura com 100% dos grãos infestados, por exemplo, o agricultor vai ter 20% de perda de peso e, portanto, um retorno muito menor sobre o que investiu”, diz o técnico.

Para eliminar a praga, Fernandes recomenda ações em duas frentes. A primeira é no manejo da cultura. “É fundamental fazer uma colheita bem feita. Cada fruto perfurado com brocas vivas que fica no chão poderá, portencialmente, liberar até trinta novas brocas que vão infestar o talhão na próxima safra. Não se pode deixar frutos na lavoura, nem nas plantas nem no chão”, ensina.

A segunda precaução é investir no manejo químico, iniciando o monitoramento no momento das revoadas da praga, o que ocorre geralmente a partir de 60 dias depois da florada principal do café. 

“Essa é a hora em que o cafeicultor precisa ficar atento a duas coisas. A primeira é a existência de frutos caídos no chão por causa do ataque de brocas. A segunda é a observação da quantidade de frutos perfurados na planta. Em uma situação como esta, em que a pressão do ataque da praga é muito elevada, se a contagem indicar que 1% dos frutos estão perfurados pela broca, é hora de fazer a primeira aplicação com um produto que possua características de choque, para baixar a quantidade de insetos adultos da área e, consequentemente, a pressão de ataque", explica o técnico da Syngenta.

Depois disso, é a vez de entrar com o inseticida específico capaz de oferecer um maior residual de ação e controle eficiente da praga. “Vinte dias após a primeira pulverização, a recomendação é fazer uma primeira aplicação de Voliam Targo, produto da Syngenta para combater a broca-do-café. O produto combina dois ingredientes ativos (clorantraniliproli + abamectina). Oriundos de grupos químicos distintos, eles agem sob forma de contato e de ingestão para matar o inseto”, diz Fernandes.

O ciclo de cuidados requer ainda mais duas etapas de aplicações. “Depois de mais vinte dias, retornamos com mais uma aplicação de choque e, seguindo o racional, com outros vinte dias, mais uma de Voliam Targo”, ensina o técnico. “Dessa maneira, a lavoura está protegia por um tratamento de longo período residual, capaz de controlar eficientemente a broca-do-café”.

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Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!