7 boas práticas agrícolas para controlar a ferrugem asiática

12/09/2017 17:09:31

Atualizado:

15/09/2017 13:05:46

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) é um tipo de fungo e uma das principais doenças da soja. A lavoura infestada pode apresentar até 90% de perda na produtividade, pois o micro-organismo causa desfolha precoce, o que compromete a formação e enchimento de vagens, reduzindo o peso final dos grãos, segundo informações da Embrapa Soja.

O controle da doença é difícil, pois ela é favorecida por condições climáticas como sucessão de dias chuvosos, precipitações acentuadas e alta umidade do ar. Os esporos do fungo são minúsculos, o que dificulta a detecção dos primeiros sintomas. A aplicação preventiva de fungicidas de ação duradoura, por exemplo, é um dos primeiros passos para domar a enfermidade. O Elatus é um grande aliado do produtor, pois em apenas duas aplicações ele combina a ação de dois compostos complementares e tem o maior efeito residual do mercado. Para o sucesso da tecnologia, entretanto, é preciso respeitar as doses certas e os intervalos entre as aplicações.

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Já que não é possível controlar o clima, boas práticas agrícolas são as principais estratégias para lidar com o fungo. Saiba o que fazer:

  1. Obedeça o vazio sanitário
    O vazio sanitário é período que o produtor não deve plantar soja na lavoura por 60 ou 90 dias. Isso porque a doença só se desenvolve em plantas vivas, e esse tempo adia a infecção, reduzindo as aplicações de fungicidas. Além de não plantar, é preciso ter atenção à soja voluntária, que é quando a planta brota espontaneamente no solo. Retire mecanicamente todas as plantas que aparecerem, para não criar espaço para a ferrugem se desenvolver;
     
  2. Semeie dentro da janela de plantio ideal
    Quanto mais cedo a semeadura, menores são os riscos de incidência da doença. Siga a janela de plantio da sua região para obter mais saúde na lavoura;
     
  3. Opte por sementes precoces
    Com plantas que se desenvolvem mais rápido, o ciclo de plantio é menor e a doença tem menos tempo de impactar a lavoura. A Syngenta tem opções de sementes precoces desenvolvidas para cada região do país. Descubra a sua no nosso mapa interativo;
     
  4. Monitore a lavoura
    Visite a lavoura com frequência para observar as plantas. Os primeiros focos aparecem na superfície inferior das folhas próximas à base. Para identificar os sintomas da doença, tire uma folha da soja, coloque-a contra a luz e observe com uma lente de aumento de pelo menos 20 vezes a parte de baixo da folha. Os sintomas iniciais são pontos minúsculos, de 1 a 2 mm, mais escuros que o tecido sadio da planta. Se tiver em dúvida sobre o aparecimento da doença, entre em contato com um laboratório de sua região e comunique o Consórcio Antiferrugem, iniciativa público-privada que monitora os focos da doença no Brasil;
     
  5. Faça adubação equilibrada
    Doses de fertilizante acima do recomendado não criam um solo mais rico, mas um ambiente favorável ao aparecimento de doenças, como a ferrugem asiática. Não pese a mão e siga a recomendação do seu agrônomo de confiança;
     
  6. Respeite o espaçamento entre plantas
    As plantas devem estar dispostas de forma que elas não compitam por nutrientes e que tenham margens que dificultam a proliferação das doenças. A distância ideal varia de 20 a 50 cm entre as fileiras;
     
  7. Faça a aplicação correta de fungicidas
    Os agroquímicos devem ser adotados em diferentes ocasiões. A aplicação preventiva ajuda a dar margem de segurança para o plantio das sementes sadias, reduzindo os esporos da doença que podem infectar a nova safra e também diminuindo a necessidade de futuras aplicações. O uso de agroquímicos para controle só deve ser pautado por um engenheiro agrônomo, que analisará o estágio da doença na região.

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