Clima, produtividade e preços estimulam plantio de algodão na safra 2017/2018

14/09/2017 17:27:57

Atualizado:

15/09/2017 16:10:40

A área de plantio de algodão no Brasil deve crescer 17% na safra 2017/2018, de 940 mil hectares para 1.102 milhões de hectares, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A alta deve acontecer porque o clima favoreceu a lavoura no ciclo 2016/2017, ajudou a aumentar a produtividade e a capitalizar o cotonicultor, que acumulava dívidas nos últimos três anos.

“O agricultor já tinha as máquinas específicas para a cultura, toda a estrutura, só não enfrentava o custo de fazer a safra. O preço de plantar um hectare de algodão gira em torno de R$ 9 mil, enquanto com a soja se gasta R$ 3 mil por hectare. Mas como a rentabilidade da pluma é maior e na safra 2016/2017 ele ganhou mais dinheiro, agora há condições para voltar a investir em algodão”, diz o presidente da entidade, Arlindo de Azevedo Moura, em entrevista ao Portal Syngenta.

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Outro ponto importante é o preço da pluma. Segundo um estudo sobre perspectivas do setor agropecuário, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destacou que as cotações do algodão estão em média R$ 76 por arroba, o que pode ser um incentivo para os agricultores cultivarem o produto no lugar de milho e soja. “O Brasil tem bom produto, o mercado asiático gosta muito do algodão brasileiro. Não teremos dificuldades em vender a produção”, afirma Moura.

Produtividade e pragas

A produtividade da lavoura de algodão também deve aumentar em 16%, rendendo 1613 kg de pluma por hectare, de acordo com a Abrapa. Moura credita o incremento à compreensão pelo agricultor de que o manejo do algodoeiro é diferente do aplicado na soja e no milho. “A planta exige mais cuidado e que o produtor esteja presente na lavoura para evitar problemas”.

O cenário para enfermidades do algodão deve ficar inalterado na safra 2017/2018, especialmente se o clima se mantiver neutro, sem interferências de eventos climáticos como o El Niño. “Imagino que teremos o mesmo patamar de pragas e doenças da última safra, principalmente para bicudo, mosca-branca e lagartas, que continuam na lavoura mesmo com o vazio sanitário”, diz o presidente da Abrapa.

Entretanto, Moura diz que o manejo está “bastante equilibrado”. Há no mercado soluções eficientes para cada praga, como Engeo Pleno, Polo e Ampligo, produtos do portfólio Syngenta para o algodão. “O que pode acontecer, caso haja uma mudança nas previsões de clima, é um aumento nos custos da produção, e o cotonicultor deve ficar de olho nisso”, afirma.

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