Fungicida tem ação ampliada para doenças secundárias da cana

Resultados de produtividade podem chegar a 19 toneladas de ganho médio por hectare

06/11/2017 17:05:55

Atualizado:

22/11/2017 02:02:06

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Uma das grandes preocupações dos produtores de cana de açúcar é a incidência de doenças que atacam a lavoura, principalmente as foliares. No Brasil, os fungos, em especial, têm se destacado, sendo as ferrugens alaranjada e marrom as maiores causadoras de prejuízos à lavoura de cana. Ambas atacam a parte aérea da planta, ou seja, as folhas, reduzindo a atividade fotossintética e, consequentemente, a produtividade da cultura. 

Para combater o problema, a Syngenta lançou em 2010 o Priori Xtra, um fungicida sistêmico desenvolvido especialmente para combater as ferrugens da cana de açúcar. O produto logo conquistou os canaviais, reduzindo danos e viabilizando o cultivo de variedades susceptíveis a essas doenças. Agora, a empresa reposiciona Priori Xtra no mercado de cana para abranger também as doenças secundárias – mais de 11 tipos de fungos presentes nas lavouras de cana, que roubam a produtividade de forma oculta.  

Henrique Mourão, gerente de Produto da Syngenta, explica que o novo posicionamento apenas amplia o leque de doenças que o Priori Xtra é capaz de controlar. “Essas doenças sempre existiram na cana, sempre estiveram lá, algumas em maior intensidade, outras em menor, mas não quantificávamos os prejuízos causados por elas, e tampouco conhecíamos o efeito que esse controle proporcionaria em produtividade”, explica.   

Pesquisa e desenvolvimento

A eficácia do Priori Xtra contra as doenças secundárias da cana começou a ser testada há dois anos. Diante dos excelentes resultados do fungicida no combate às ferrugens, pesquisadores da empresa resolveram ampliar as pesquisas e iniciaram um estudo, que foi dividido em três frentes.

Primeiro, saíram a campo para identificar quais fungos atuam de forma oculta nos canaviais e, quais eram. “Imaginávamos que havia, mas foi uma surpresa quando coletamos 11 diferentes fungos presentes nas lavouras, do Nordeste ao Paraná”, conta Leonardo Pereira, gerente de Cultura da Syngenta.

 Após a identificação dos fungos, o passo seguinte foi testar qual fungicida teria a melhor performance sobre esses fungos “Foi nesse momento que percebemos que a eficácia do Priori Xtra era mais ampla”, completa Pereira.

 Para ofertar ao agricultor e ao mercado ainda mais segurança, a Syngenta foi a campo e instalou 73 áreas com o tratamento de fungicidas, espalhadas por 65 usinas, em cinco estados brasileiros, e sobre 15 variedades de cana. Eram estabelecidas duas áreas, lado a lado, uma tratada com Priori Xtra e outra sem tratamento fungicida. O resultado não poderia ser mais animador: 19 toneladas de ganho médio por hectare, ou seja, mais 20% de produtividade nos campos que receberam o produto em comparação à média nacional fornecida pela renomada consultoria Canaplan (75 toneladas por hectare).

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O terceiro e último teste foi decisivo para o reposicionamento da marca. Como no processo industrial de fabricação do etano são usados fungos para fermentação, era preciso garantir que combatê-los na lavoura não acarretaria prejuízos ao rendimento industrial. A resposta positiva veio por meio de laudos da ESALQ – Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, que atestaram que não há impactos de rendimento com o uso do programa de fungicidas Syngenta.

Para informar o mercado dos novos benefícios do Priori Xtra, a Syngenta organizou, nas últimas semanas, uma série de encontros com usinas e produtores e das regiões de Goiás, São Paulo e Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais – regiões que concentram 90% da produção do país.

“Além de apresentar os novos benefícios, falamos de como funciona o programa de garantia”, afirma Leandro Boncompagni, Coordenador de Campanhas. A garantia sobre o investimento funciona da seguinte forma: ao aderir ao programa, o agricultor deve seguir certas orientações, como realizar duas aplicações de Priori Xtra – a primeira em dezembro e a segunda em janeiro – e deixar uma testemunha sem tratar para comparativo. Se, ao final da safra, mesmo seguindo às recomendações, o produtor não obtiver produtividade suficiente para superar o investimento, a Syngenta faz o reembolso desses custos.

O investimento no programa é baixo diante da expectativa de retorno. “A proporção é de 1 para 10, ou seja, para cada R$ 1,00 investido no programa de fungicidas, a recompensa pode ser até R$ 10,00”, finaliza Boncompagni.

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