Produtores colhem mais café com qualidade após uso de tecnologias

Participantes do Programa de Produtividade Integrada (PIN) obtêm média de 75 sacas por hectare, bem acima das 27 sacas da média nacional

31/10/2017 09:51:04

Atualizado:

10/11/2017 11:57:10

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A demanda por cafés está aquecida. Segundo a Organização Internacional do Café (OIC), apesar da safra 2016/2017 ter sido recorde, o consumo mundial do grão foi de 155,061 milhões de sacas, total complementado pelos estoques remanescentes de safras anteriores. Mesmo sendo o maior produtor de café do mundo, o Brasil apresenta produtividade média por hectare muito longe de seu potencial, com 27 sc/ha, de acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Há espaço para o país melhorar seus grãos. “Novas tecnologias e melhores práticas de manejo têm permitido incrementar fortemente a produtividade e alcançar patamares cada vez mais altos de qualidade”, afirma Tiago Freitas, RTV da Syngenta da região do Cerrado Mineiro, uma das mais importantes áreas cafeicultoras do Brasil.

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A fim de obter o melhor desempenho dos cafeicultores, o Programa de Produtividade Integrada (PIN) estimula o uso de tecnologias para que eles obtenham mais retorno na produção.  Funciona assim: o agricultor se inscreve no programa, adquire as tecnologias de proteção de plantas da Syngenta e tem o apoio técnico de seus distribuidores para o manejo da lavoura. Os técnicos conduzem o talhão PIN de maneira a buscar o máximo em produtividade e qualidade, definindo manejo específico e respeitando um protocolo de execução desde a florada até a colheita dos grãos. De acordo com o protocolo, eles ainda avaliam a evolução da área e orientam o agricultor nos cuidados de proteção das plantas, nos aspectos nutricionais e no manejo pós-colheita dos frutos.

O cafeicultor acompanha tudo de perto, participando de cada decisão e, no fim, pode comparar o resultado do talhão escolhido para testar as tecnologias e manejos PIN com o restante da lavoura, enxergando assim novas possibilidades de ganhar escala em produtividade e qualidade. 

Os melhores resultados

Os resultados da colheita dos participantes surpreenderam. “Na safra 2016/2017, 54 agricultores aceitaram o desafio da Syngenta e participaram do PIN, num total de 600 hectares manejados de acordo com o protocolo do programa. A média de produtividade fechou em 75 sacas por hectare nessas áreas, muito mais do que o dobro da média nacional”, diz Freitas. 

Apesar de acima da média, os números obtidos ainda são modestos. A produtividade média entre os cinco mais bem colocados no desafio da Syngenta foi de 105 sacas por hectare, chegando até 163 sacas por hectare para o campeão de 2016.  “Nosso objetivo com o PIN é criar no campo uma referência de que é possível elevar ainda mais os patamares de produtividade”, diz o especialista.

Café de qualidade

E o alto desempenho na cafeicultura não está limitado à produtividade. A melhoria da qualidade é outro pilar do PIN, definido pela metodologia SCAA, adotada mundialmente. “A qualidade do café é medida por pontos, numa escala que vai até 100. Quanto maior a pontuação obtida, mais exótico e diferenciado é o grão. Assim, melhor é sua aceitação no mercado e, consequentemente, maior o ganho do agricultor por saca”, explica Freitas.

A soma de maior produtividade + melhor qualidade é a fórmula do acesso de cafeicultores a mercados que remuneram melhor. “A eficiência em produtividade e qualidade está intimamente relacionada à sustentabilidade do negócio”, finaliza o representante da Syngenta.

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