A Inteligência Artificial chegou ao campo

24/09/2018 10:59:34

Atualizado:

24/09/2018 11:09:13

 

Por Alice Dutra

Já faz algum tempo que os filmes e livros de ficção científica retratam o futuro como um tempo em que máquinas vão agir com inteligência e serão capazes de realizar tarefas com mais eficiência e agilidade que o ser humano. Ao que tudo indica, este futuro chegou!  A Inteligência Artificial (AI), aos poucos, foi inserida no nosso cotidiano e já estamos nos beneficiando dela.

As redes sociais já são capazes de compreender as preferências dos usuários e sugerir temas e contatos que fazem parte da rede de amigos. No trânsito os aplicativos conseguem prever as melhores rotas enquanto outros, de música, sugerem as melhores playlists de acordo com o estilo do ouvinte.  Não existe uma atividade da economia que escape à revolução digital, e agora é a vez do campo!

O futuro da informação

Em cada mercado que é inserida, a AI tem o propósito de melhorar algum tipo de experiência ou serviço. Na agricultura, a inovação surge com o desafio de aumentar a rentabilidade do negócio agrícola, reduzindo o custo de insumos e operações. Produtores e grandes grupos agrícolas já estão utilizando modelos preditivos (uma função matemática que consegue identificar padrões  e prever o que poderá ocorrer no negócio) e algoritmos que auxiliam na escolha dos insumos com melhor custo benefício.


“Essas novas tecnologias possibilitam a combinação de diversas variáveis agronômicas com ferramentas de desempenho, muito superiores à sistemas de gestão tradicionais. Surge a possibilidade de ver tendências, ter insights e melhorar a tomada de decisão”, conta Gustavo Lunardi, Diretor de produção e suprimentos da SLC Agrícola. Para Lunardi,  outra tendência em ascensão é a utilização de veículos autônomos na agricultura, mas esta inovação ainda dependeria da introdução da tecnologia pelas indústrias.

Investimento certo

Por parte das empresas de tecnologia, a ascensão da AI no campo é um caminho sem volta. Focado na produção de algodão, soja e milho, o Grupo SLC se uniu com empresas parceiras para desenvolver o sistema de AI, criando algoritmos voltados para otimização do planejamento agrícola e para gestão dos insumos nas lavouras.

Para Henrique Prado, diretor de sucesso do cliente na Strider, o volume de dados disponível para o produtor está crescendo exponencialmente e é impossível para o ser humano usufruir de toda essa disponibilidade de informações apenas com seus conhecimentos. “Para aproveitar ao máximo esse volume de dados é imprescindível colocar um pouco do conhecimento humano operacionalizado. Ou seja, queremos disponibilizar softwares que representem o raciocínio dos especialistas”, afirma.

Cenário promissor

O movimento da AI exige também alta qualificação dos profissionais, que terão seu perfil de trabalho alterado. “Na SLC alguns funcionários passaram a ser chamados de cientistas de dados”, conta Lunardi. Mas se engana quem pensa que a chegada da inovação vai extinguir a força humana no campo. Neste novo modelo, a inteligência das máquinas auxilia na mão de obra especializada e na gestão de negócios. “Não acredito em um modelo que opere de forma 100% autônoma, e sim, em conjunto com todos os sistemas auxiliando operadores e gestores” completa Prado.

Nos próximos anos o Machine Learning, ou aprendizado automático, estará mais acessível para os consumidores. As ferramentas que potencializam dados estão sendo aperfeiçoadas em um ritmo extremamente veloz,  e serão insumo para o agro. E o Brasil, como grande potência agrícola, tem força para ser protagonista desta nova etapa.

 

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