Algodão: expectativa de maior produção exige cuidados desde o plantio

Segundo Abrapa, Helicoverpa e bicudo estão entre as principais ameaças à cultura

18/12/2017 18:40:20

Atualizado:

22/12/2017 10:30:24

Produtores brasileiros de algodão devem redobrar os cuidados na fase de plantio, caso queiram cumprir a expectativa de aumentar ainda mais a produção em 2018. Uma das principais culturas o país, o algodão teve aumento de 20% na área plantada, passando de 935 mil hectares (ha) para 1,127 milhão nesta temporada. O objetivo agora é superar o total de 1,632 milhões de toneladas (ton) de pluma colhidas na última safra e chegar a 1,825 milhões. Os números são da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). "Na última safra, Mato Grosso e Bahia tiveram resultados excelentes em função do clima. Houve chuva suficiente e boa luminosidade. Em 2018, só vamos superar a produção do ano passado por causa do aumento de área, pois é muito difícil que as condições climáticas favoráveis se repitam", diz o vice-presidente da entidade, João Carlos Busato.

Busato também é presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).  O estado é o primeiro a iniciar o plantio e, por isso, o que acontece nas lavouras pode servir como alerta para as outras regiões. Uma das preocupações para o produtor, a lagarta Helicoverpa armígera, que causou grande prejuízos ao algodão em 2013, segue sendo uma importante ameaça. "A Helicoverpa é um inimigo feroz com quem nós aprendemos a conviver. Nunca estamos tranquilos", afirma. De acordo com Busato, o uso do benzoato de emamectina, produto eficaz contra a praga, segue autorizado para os estados em situação de emergência.

Já o bicudo do algodoeiro, que na década de 1980 destruiu mais de 3 milhões de ha de lavouras no país, é um inimigo que pode causar sérios danos se não for controlado no início. "O bicudo é devastador. A estratégia é destruir todas as plantas após a colheita, para que a praga não tenha onde se multiplicar, e aplicar defensivos nos primeiros botões da planta", diz.

Gerente de algodão da Syngenta, Wagner Janjacomo orienta o produtor a fazer o monitoramento da lavoura focado em cada uma das pragas e, caso necessário, intervir com aplicações de produtos. "Geralmente, as lagartas estão presentes durante todo ciclo da cultura, entretanto causam os maiores danos a partir dos 50 DAE (Dias Após Emergência), quando já temos estruturas reprodutivas na planta. Já os bicudos, costumam aparecer quando há formação das primeiras estruturas reprodutivas, os botões florais". Janjacomo chama a atenção para esta fase inicial de desenvolvimento das plantas, em que podem surgir doenças de solo, lagartas como Elasmo e Spodoptera, além de tripes e pulgões. "Para esses problemas, é fundamental que o produtor comece a se preparar já no tratamento de sementes", diz.

Como controlar

Para proteger as sementes, a Syngenta sugere os tratamentos Fortenza Duo e Fortenza Elite. Eles têm os ativos Ciantraniliprole, para o controle de lagartas, e Tiametoxan, para sugadores, e também uma associação de fungicidas que permite proteção inicial para doenças de solo. Já o portfolio para as doenças mais comuns inclui Polytrin, Engeo Pleno e Actara (para o bicudo), o programa Cotton Solution (para ramulária e outras doenças) e o Polo (específico para ácaros, pulgões e mosca-branca).

LEIA MAIS

NOTÍCIAS

Vários temas são fundamentais para a manutenção da produtividade agrícola. Entre eles, o manejo de pragas, doenças e daninhas e a eficiência de produtos. O Portal Syngenta prepara, constantemente, conteúdos jornalísticos realizados a partir de fontes de informação como engenheiros agrônomos e produtores rurais. Veja ao lado uma seleção dessas reportagens. Boa navegação!