Algodão: manejo correto evita proliferação dos ácaros

Espécies branco e rajado são as mais frequentes e surgem na fase final da cultura

13/12/2017 18:00:12

Atualizado:

22/12/2017 10:43:59

Uma das principais pragas da lavoura do algodão, o ácaro normalmente ataca de 100 a 150 dias após o plantio, já em na fase final antes da colheita. As espécies branco e rajado são as formas mais comuns. Há também o ácaro-vermelho, mas de incidência menor. A pressão ocorrida nos últimos dois anos na cultura exige uma atenção maior do produtor e torna primordial o manejo correto para controle.

“Os sintomas do surgimento dos ácaros, que se alimentam da seiva do algodoeiro, são a coloração amarelada e em algumas vezes vermelha no algodão, facilmente identificáveis”, explica o gerente de Marketing, Algodão e Culturas Locais da Syngenta, Wagner Janjacomo.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária  (Embrapa), há três espécies de ácaros que ocorrem com frequência no algodoeiro:

Branco

Os ácaros brancos (Poyphagotarsonemus latus) são pequenos, praticamente invisíveis a olho nu, e têm coloração branco-brilhante. Os ovos, colocados isoladamente na face inferior das folhas novas, são achatados e com grandes saliências superficiais de cor branca. Esta espécie de ácaro não tece teia.

No início, os danos atingem as folhas novas do ponteiro. Na medida em que a infestação aumenta, as folhas ficam com aspecto brilhante e há encarquilhamento, com bordos voltados para baixo. No estágio mais avançado, as folhas se partem nas áreas entre as nervuras e ocorrem rasgaduras.

Rajado

Os ácaros rajados (Tetranychus urticae) têm cor esverdeada com manchas dorsais escuras e medem pouco menos que 1 mm de comprimento. Formam colônias na face inferior das folhas, que recobrem com teias. Os ovos são amarelados, postos por entre os fios de teia.

Essa espécie é favorecida por altas temperaturas, poucas chuvas e baixa umidade relativa. Pode formar grandes populações a partir da fase intermediária de desenvolvimento da planta. Os principais sintomas são manchas cloróticas (verde-pálidas ou amareladas), que logo escurecem e secam, podendo tomar toda folha, provocando a queda prematura. Pode acontecer também o aparecimento de manchas avermelhadas.

Vermelho

Esta espécie (Tetranychus ludeni), como o próprio nome diz, tem cor vermelha intensa, mede de 0,26 mm a 0,5 mm de comprimento e é visível a olho nu. As formas jovens apresentam cor amarelo-esverdeada. No algodoeiro, os ácaros vermelhos forma grande quantidade de teia onde depositam os ovos, que de início são amarelados e translúcidos, e depois avermelhados e opacos.

Como combater

O manejo químico com defensivos é a uma das formas para interromper a proliferação dos ácaros, de acordo com Wagner Janjacomo. Entre as possíveis soluções disponíveis no mercado, a Syngenta oferece os inseticidas Polo e Polytrin. “Os produtos devem ser aplicados assim que o problema foi identificado e, caso haja reincidência, o produtor precisa manter o controle até o final da infestação”, afirma Janjacomo.

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