Algodão: pressão de ramulária está mais alta nesta safra. Saiba como controlar

Clima com umidade e alta temperatura favorece a produção da cultura, mas também ajuda a proliferar doenças

15/03/2018 11:57:00

Atualizado:

20/03/2018 19:07:31

 

As condicões climáticas da safra 2017/2018 têm favorecido a produção de algodão - não faltou chuva para as lavouras e praticamente toda a área de cultivo da Bahia - um dos principais estados produtores - já está atingindo metade do ciclo da cultura. Mas a umidade e a alta temperatura também ajudam a proliferar doenças, em especial a ramulária. O alerta é do gerente da cultura algodão da Syngenta, Wagner Janjacomo.  "A pressão de ramulária está mais alta neste ano e o agricultor precisaria ter se preparado muito bem, começado as aplicações de produtos de alta eficiência entre os 25 e 30 dias de emergência", diz. Segundo ele, os intervalos entre as aplicações também precisam ser respeitados - no máximo 14 dias.

O consultor em tecnologia da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Eleusio Freire, reforça a necessidade de aplicação de fungicidas para manter a doença em níveis baixos na lavoura. "É preciso evitar que o fungo suba para as partes mais altas da planta, porque à medida que chove, as sementes desse fungo vão caindo sobre as maçãs, provocando o apodrecimento delas. Se o fungo ficar na parte mais baixa, o produtor garante boa quantidade de folhas sadias e evita o apodrecimento", explica.

Algodão safrinha no MT

As lavouras de boa parte do Mato Grosso - o principal produtor de algodão safrinha - estão no período de florescimento. O manejo para controle das pragas iniciais deve ser feito agora. Freire afirma que o cuidado com o porte da planta é uma importante ação. "A partir dos 40 dias de emergência da planta, começa o controle do porte da planta. Manter a planta em alturas mais baixas facilita a aplicação de produtos para controle de pragas e doenças e evita perdas na hora da colheita", explica.

O especialista afirma que o porte adequado do algodoeiro é de no máximo 1,30 m. Para evitar que passe dessa altura, a aplicação de reguladores começa no florescimento. As vantagens de uma planta com altura mais baixa não ficam apenas na saúde da lavoura. Também estão lá na frente, na hora da colheita. "O porte baixo diminui o percentual de raspa de caule, que acontece porque a colheitadeira faz uma dobra no ponteiro da planta. A raspa de caule é um contaminante da fibra, diminuindo a sua qualidade", afirma.

Lagartas e bicudo: cuidado sempre

O gerente de algodão lembra que as lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda aparecem em todos os ciclos da cultura, por isso a importância do manejo. "A partir dos 40 dias de emergência, elas podem causar mais danos, porque nesse período já temos as estruturas reprodutivas", diz Wagner Janjacomo. Ele lembra que no final de 2017, a Syngenta obteve o registro do Proclaim. "Ele tem alta eficiência no controle de lagartas e, associado ao conceito de barreira fisiológica com Ampligo + Match, vem entregando excelentes resultados de controle para Helicoverpa e Spodoptera".

Já o controle do bicudo-do-algodoeiro deve começar com o aparecimento dos primeiros botões florais, a partir dos 30 a 35 dias de emergência. " É fundamental que o produtor tenha a visão que o controle da praga passa por manejos integrados. Desde manejos culturais, como destruição de plantas tigueras e transporte de caroço sem disseminação de sementes nas estradas, até controle químico com produtos de alta eficiência", afirma. Para o controle do bicudo, as sugestões da Syngenta são Actara Polytrin e Engeo Pleno.

Programa Cotton Solution

De acordo com Janjacomo, a Syngenta ofere uma base de controle para doenças chamada Cotton Solution. O programa consiste em duas aplicações de Priori Top, duas de Mertin e duas de Score. "Com essa base, acreditamos que o produtor terá muito sucesso no controle de doenças da cultura", diz.

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