Algodão: ramulária e mancha-alvo merecem atenção nesta safra

Doenças causam desfolha e queda de qualidade das fibras, com impacto na produtividade. Produtor deve estar atento nesta fase de cultivo

26/06/2018 10:07:58

Atualizado:

27/06/2018 07:32:19

Além das pragas comuns da cultura do algodão, como as lagartas, a mosca-branca, o pulgão do algodoeiro e o bicudo, esta última a de maior impacto, o produtor deve ficar atento às doenças que podem influenciar na sua produtividade.

A mancha-alvo e a ramulária são duas delas e que merecem cuidados especiais agora, na metade do ciclo de aproximadamente 180 dias. É neste período que a lavoura corre mais riscos de ser afetada, já que as plantas estão em plena fase reprodutiva e os ataques podem impactar diretamente no resultado final da colheita.

Segundo informações da Embrapa, a mancha de ramulária é considerada hoje a principal doença do algodoeiro no Brasil. Em condições de alta umidade, como é o caso do cerrado, onde se concentra mais de 90% da produção nacional, o patógeno encontra o ambiente favorável para se desenvolver.

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Isso demanda várias aplicações de fungicidas durante o ciclo da cultura. “Se o produtor não se previne, os custos são maiores depois. A ramulária tem alta incidência agora, mas pode surgir bem cedo, com trinta dias após o plantio. Se não tratada, pode permanecer até o final do ciclo”, explica o pesquisador Alderi Emídio de Araújo, da Embrapa Algodão.

Já a mancha-alvo, segundo Araújo, tem registrado incidência na mesma região, com características diferentes. “A doença não atua de forma generalizada na lavoura, mas causa desfolha rápida, o que exige monitoramento constante e rápido manejo pelo produtor para evitar perdas”, diz.

Sintomas das doenças

Os primeiros sintomas da ramulária são manchas verde azuladas e pequenas  lesões na parte inferior da folha. Em condições intensas as lesões são observadas na face superior. A desfolha pode causar a abertura precoce de capulhos, o que implica em perda de qualidade de fibra e queda na produtividade.

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Já a mancha-alvo causa lesões nas plantas e pode levar à secagem e queda das folhas. Sem a folhagem, a planta perde a capacidade de fazer fotossíntese, o que prejudica o desenvolvimento. Os sintomas iniciais da doença são pequenos pontos circulares de coloração roxa nas folhas. Com o passar do tempo, as manchas adquirem um formato arredondado ou irregular. É quando a infecção é alta que as folhas caem prematuramente.

Controle no momento certo

A Syngenta oferece uma base de controle para as duas doenças chamada Cotton Solution. O programa consiste em duas aplicações de Priori Top, duas de Mertin e duas de Score. "É a linha mais completa do mercado, com ação eficiente para ambas as doenças e em todo o ciclo da cultura", afirma Wagner Janjacomo, gerente de algodão da Syngenta.

Além do programa Cotton Solution, o produtor pode optar pelo uso combinado de carboxamidas, para o manejo das doenças.  “O uso é preventivo, dentro das primeiras aplicações e complementa as soluções do programa”, diz Janjacomo.

Caso identifique as doenças ao longo do ciclo, o Cotton Solution atua para combater a ramulária e a mancha-alvo. “Nessa etapa, dentro desse portfólio, o Mertin é a única opção do mercado que tem o caráter curativo, uma vantagem para o produtor”, explica. Ao identificá-las logo no início, o produtor consegue recorrer ao controle químico antes de ter prejuízo.

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VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!