Antracnose: dicas para prevenir a doença e evitar perdas na soja

Como o fungo está presente desde o início da lavoura, produtor deve aplicar defensivos ainda no estado vegetativo da planta

19/12/2017 12:29:21

 

Uma das principais doenças que ameaçam a soja no Brasil, a antracnose impacta diretamente a produtividade do agricultor. “Temos observado um avanço especialmente no Cerrado, onde as condições de alta temperatura e umidade, somadas a alguns ambientes pobres em potássio, favorecem a ocorrência do fungo”, afirma Danilo Cestari, gerente de desenvolvimento técnico de mercado da Syngenta. “Hoje, em termos de risco à soja, a antracnose só perde para a ferrugem asiática”, diz o técnico.

Trata-se de uma doença silenciosa, que pode causar estragos sem que o produtor perceba, pois ataca diretamente os órgãos reprodutivos. Causada pelo Colletotrichum, fungo que ocorre em múltiplas espécies no Brasil, a doença pode se manifestar de maneira diferente nas diversas regiões do país, mas tem como resultado a queda das flores e das vagens ou, em alguns casos, o surgimento de vagens sem grãos.

Para combater a doença, é preciso atuar preventivamente. “Como o fungo está presente no ambiente desde o início da lavoura, o produtor deve aplicar o fungicida ainda no estado vegetativo da planta (o período que vai da germinação até a primeira flor)”, afirma.

Segundo Cestari, a prevenção deve ser feita com um produto de amplo espectro de controle. Uma das possíveis soluções da Syngenta é o Score Flexi, que protege os primeiros trifólios da planta. “São aquelas partes que, mais tarde, tornam-se as folhas que interferem diretamente no enchimento de grãos”, diz o técnico.

Passados de 35 a 45 dias da emergência (momento em que a planta emerge do solo), já no início do estágio reprodutivo (depois que surgem as flores), é hora de fazer a aplicação complementar, para assegurar o controle da doença. “O Elatus, da Syngenta, é o produto recomendado para essa fase, pois atua de modo preventivo”. A eficácia pode ser potencializada, de acordo com o especialista da Syngenta, com a associação de outro fungicida, como o Cypress, por exemplo.

Segundo Cestari, levantamento da empresa em regiões onde o protocolo foi adotado mostrou que, além de eficiente para ferrugem, o programa entrega controle para todo o complexo de doenças da soja, com ganhos em produtividade. “Em áreas altamente contaminadas, produtores tiveram perdas de até 16 sacas por hectare em comparação às lavouras onde o protocolo Syngenta foi adotado”, afirma.

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