Bioestimulantes: mais do que nutrir as plantas, "vacinam" a lavoura

Tecnologia permite que a cultura resista melhor a situações de estresse e diminui perdas de produtividade

29/03/2018 15:32:19

Atualizado:

01/04/2018 19:53:50

A adubação foliar é uma prática bastante difundida na agricultura. Usada como alavanca para se atingir altas produtividades, consiste em nutrir a planta pelas folhas, principalmente com nutrientes que são requeridos em baixas concentrações pelas plantas, como Manganês, Boro, Ferro, Zinco, Molibidênio e Cobalto. Conhecidos como micronutrientes, esses elementos são cofatores de uma série de rotas metabólicas e enzimas e são tão importantes quanto os macronutrientes (Nitrogênio, Fósforo, Potássio, Cálcio, Magnésio e Enxofre) que, por estarem presentes em maior quantidade no solo, são preferencialmente absorvidos pelas raízes. Quem afirma é Luiz Fernandes, Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Syngenta no Sul de Minas Gerais.

Altamente recomendada, segundo o especialista, a adubação foliar nada mais é do que uma pulverização de fertilizantes que funciona como uma “injeção na veia” das plantas, corrigindo suas deficiências para o bom desenvolvimento da lavoura. É consenso que a medida não substitui a adubação via solo, mas atua como nutrição complementar.

Dentro do grupo dos fertilizantes foliares, existe uma classe ainda mais evoluída: os bioestimulantes. Os produtos dessa categoria vão além de oferecer uma nutrição para as plantas. Eles também as preparam para enfrentar situações adversas ao longo do ciclo. “O bioestimulante atua como uma espécie de vacina. Ao ser aplicado, desencadeia uma série de reações metabólicas benéficas para a cultura, permitindo que ela resista melhor às situações de estresse climático, por exemplo”, diz Luiz Fernandes. “Independente do tipo de cultura, a perda de produtividade será menor”.  

Recentemente a Syngenta lançou uma nova tecnologia para compor seu portfólio voltado ao café. “O Quantis é um fertilizante foliar obtido a partir de extratos vegetais e leveduras e que tem em sua constituição uma quantidade considerável de carbono orgânico e aminoácidos, por isso classificado como um bioestimulante para a cultura do café. Em situações de desafios climáticos como veranicos, insolação intensa, entre outros, Quantis atua de forma preventiva preparando a planta para as adversidades, reduzindo riscos e custos e maximizando a produtividade, qualidade e rentabilidade da lavoura cafeeira”, diz Luiz Fernandes.

Luiz Fernandes explica que o fornecimento de aminoácidos contidos na formulação de Quantis são muito importantes, pois essas moléculas ajudam a manter o metabolismo da planta de cafeeiro de maneira harmônica em uma situação de estresse, fornece energia em momentos cruciais para a lavoura como no período da florada, sem contar que alguns aminoácidos têm funções especificas ao longo do ciclo do café, como por exemplo a metionina (uniformidade de maturação e melhoria da qualidade), glutamina (produção de clorofila), alanina (reserva de nitrogênio), dentre outros.

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