Boas práticas agronômicas, como o refúgio, são essenciais para a proteção da biotecnologia na cultura do milho

A prática assegura maior rentabilidade para o produtor e proteção da cultura contra pragas

09/05/2018 15:30:56

Atualizado:

14/05/2018 14:53:56

 

Nos últimos 20 anos, graças a pesquisas e inovações em biotecnologia, o Brasil quase que triplicou sua produção no campo, segundo dados do GEPEA (consultoria em engenharia de alimentos da Unicamp). Isso porque as plantas geneticamente modificadas propiciam mais facilidades no controle de daninhas e pragas. O resultado é maior rentabilidade para o agricultor, inclusive com a redução no uso de defensivos agrícolas. A manutenção desses ganhos, no entanto, depende da adoção de boas práticas agronômicas. E uma das principais é o refúgio.

A prática consiste em preservar uma área cultivada (no caso do milho, de 10%) com plantas não Bt (geneticamente modificadas), de porte e ciclo iguais ao da planta transgênica, a uma distância máxima de 800 metros entre a cultura Bt e a não Bt, pois é esse o raio em que as mariposas voam e acasalam. Essa medida é fundamental para propiciar a procriação de insetos suscetíveis que acasalem com os eventuais indivíduos resistentes.

Além disso, recomenda-se até duas aplicações de inseticidas. “Este processo, somado ao uso da biotecnologia adequada, preserva a eficiência da biotecnologia e mantem a rentabilidade da cultura em longo prazo”, explica Leonardo Barbosa, gerente de estratégia de sementes de milho da Syngenta.

Hoje, grande parte dos produtores de milho planta cem por cento de suas lavouras com biotecnologia, visando produtividade e redução de custo, com menos aplicações de inseticidas. A questão é que essa é uma prática que gera ganhos apenas momentâneos, impactando a rentabilidade de safras futuras, segundo Barbosa.

O que acontece sem a prática do refúgio?

Biotecnologia e refúgio caminham juntos. Apostar apenas em híbridos Bt poderá até trazer excelentes resultados, mas dentro de alguns anos, os custos com os defensivos podem aumentar. “Sem o refúgio, a tendência é pela volta ao plantio convencional, com mais aplicações de inseticidas e herbicidas, já que os insetos tornam-se, ao longo do tempo, mais resistentes”, explica.

Para a cultura do milho, o Agrisure Viptera é a biotecnologia mais eficiente do mercado para o controle das principais lagartas na cultura do milho e outras empresas têm licença da Syngenta para comercialização desse conhecimento científico em seus produtos. Porém, o produtor deve ficar atento, já que não há previsões de lançamentos de novas proteínas pela indústria nos próximos dez anos.

“A tecnologia, que teve o primeiro produto disponilizado no mercado em 2011 e outros lançamentos dentro dessa linha até hoje, continuará sendo fundamental pelo menos até 2028. Mas somente se o agricultor mantiver seu uso com as práticas adequadas, como o refúgio”, diz Barbosa.

Melhor tecnologia

A dobradinha Agrisure Viptera + Refúgio reduz a necessidade de aplicações de inseticidas: de quatro a cinco como no manejo anterior para até duas nas áreas de refúgio, ao longo do ciclo. “Esse cuidado é o que auxiliará na preservação da eficiência da biotecnologia nos outros 90% da área plantada”, explica Barbosa.

Hoje, o Agrisure Viptera 3 é capaz de combater as principais lagartas da lavoura, tem tolerância a glifosato e proporciona ampla proteção em todos os estágios da cultura.

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