Café: manejo químico garante 100% de proteção contra bicho-mineiro

Se não controlada, praga pode reduzir produção pela metade, diz especialista

06/12/2017 18:42:57

 

Praga típica de regiões de alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, o bicho-mineiro é uma das principais causas de prejuízos às lavouras de café-arábica no país, especialmente nos cafezais plantados no norte e no cerrado de Minas Gerais e no oeste da Bahia.

“O bicho-mineiro tem capacidade de reduzir a produção do cafezal em 50%, se não for controlado de forma eficiente. Em compensação, o manejo químico bem feito garante 100% de proteção à lavoura de café”, diz o engenheiro agrônomo Luiz Fernandes, do Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta no Espírito Santo e no sul de Minas Gerais.

Uma mariposa muito pequena, que não passa de 6 mm comprimento, a Leucoptera coffeella, é a responsável pelo estrago. “O inseto voa e põe ovos nas folhas dos ramos produtivos do cafeeiro. Cerca de cinco dias depois, eclodem as larvas, que penetram nas folhas e se alimentam de sua parte central, cavando galerias e formando minas. Daí seu nome popular, bicho-mineiro”, afirma Fernandes. “No interior das folhas, as larvas se desenvolvem por 15 dias até emergirem em fase de pupa. Em um mês, uma nova geração de mariposas eclode, e tudo começa de novo”, diz.

Para se defender, a planta naturalmente começa a produzir um hormônio que acelera o processo de queda das folhas minadas pela praga. “O problema é que, com a queda das folhas, secam também os ramos, o que depaupera o cafeeiro e derruba seu potencial produtivo”, afirma Fernandes.

Como combater

O combate à praga exige manejo químico preventivo com inseticidas. Uma possível solução é fazer aplicações de solo com Verdadero e Durivo e depois prosseguir com o tratamento foliar com Voliam Targo, da Syngenta.

A primeira aplicação – no solo ­– deve ser feita entre outubro e novembro, com Verdadero. Noventa dias depois, em fevereiro, quando cessa o efeito residual, é a hora de entrar com Durivo, também em aplicação de solo, para proteger o cafezal por mais 90 dias.  “Quando se aplica um produto sistêmico via solo, a planta absorve o produto pelas raízes e redistribui as substâncias que assimila. Assim, o bicho tenta minar as folhas, mas não consegue”, explica Fernandes.

O efeito residual da segunda aplicação de solo acaba num momento em que ainda há condições climáticas para a praga atacar a lavoura. Por isso, em maio, é preciso fazer o tratamento foliar com pulverização de Voliam Targo, que protege contra o inseto sem deixar resíduos no grão de café, que já está próximo da fase de colheita.

“O ciclo de vida do bicho-mineiro é curto. Em trinta dias, uma nova geração de mariposas nasce. Com o manejo químico correto, o cafezal passa a colheita e o inverno sem sofrer ataque, mantendo as folhas e todo o seu potencial produtivo”, diz Fernandes.

VEJA MAIS

VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!