Calor e umidade redobram atenção com a ferrugem no Sul

Mais da metade dos casos registrados nesta safra foram na região. Produtores de SC e RS, onde a lavoura ainda está em fase vegetativa, devem se prevenir

31/01/2018 15:04:46

Atualizado:

31/01/2018 15:32:13

 

O calor e a umidade no sul do Brasil exigem que os produtores de soja redobrem os cuidados com a ameaça da ferrugem asiática nesta época do ano. Principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde o ciclo da cultura é mais longo e a lavoura ainda está em fase vegetativa.

Mais da metade dos casos da doença registrados nesta safra no país foram na região. Segundo o Consórcio Antiferrugem, desde meados de novembro, do total de 237 ocorrências da doença, 137 foram no sul – o que corresponde a 58% dos casos. A situação mais crítica aconteceu no Paraná, que soma 104 casos, seguido por Rio Grande do Sul, com 27, e Santa Catarina, com 6.

Como os números seguiram em escalada agora em janeiro, as atenções no campo estão voltadas ao trabalho preventivo. “Nessas regiões, a soja está exposta por mais tempo ao risco de infestação. Usar os recursos da tecnologia para proteger a plantação é a melhor maneira de garantir bons resultados na colheita”, diz o gerente de soja da Syngenta, Marcos Basso.

Controle químico

Embora seja bastante antiga no mundo, a ferrugem asiática surgiu no Brasil em 2002. Só nos primeiros dez anos o custo da ferrugem superou a cifra de US$ 15 bilhões no país, de acordo com relatório do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEag). A doença evolui muito rápido e as condições climáticas predominantes no Brasil oferecem um ambiente favorável para a proliferação.

Segundo o pesquisador da Universidade Federal de Passo Fundo, Carlos Alberto Forcelini, uma das principais estratégias para enfrentar o problema é o controle químico. “Áreas de soja tratadas podem produzir de 20 a 30 sacas a mais por hectare em comparação às que não recebem nenhum tipo de tratamento”, afirma o professor.

Para orientar agricultores e técnicos sobre as melhores práticas, a Syngenta criou o programa Manejo Consciente. Uma das principais recomendações do programa é fazer a aplicação dos fungicidas de forma preventiva, no pré-fechamento das linhas, e manter o monitoramento constante da lavoura durante todo o ciclo.

Entre os produtos disponíveis no mercado, a Syngenta desenvolveu o Elatus, fungicida para controle da ferrugem e do complexo de doenças da soja. Segundo Marco Basso, a recomendação é que aplicação seja feita com intervalo de 14 dias entre as pulverizações. Outra dica importante para garantir a proteção é associá-lo a um multissítio, como o Cypress, por exemplo.

“Caso o clima esteja propício e haja presença do fungo no ambiente, o sojicultor deve monitorar a lavoura e fazer novas aplicações preventivas, obedecendo aos protocolos de manejo consciente, para assegurar maior eficácia e impedir a resistência”, diz Basso.

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Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!