Cana: 5 dicas para controlar a cigarrinha-das-raízes com o início das chuvas

Monitoramento e controle da primeira geração da praga está na cartilha de boas práticas para evitar infestações

10/10/2018 09:40:30

A lista de prejuízos causados pela cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), também conhecida como cigarrinha-da-cana é grande. E o produtor do centro-sul deve dobrar a atenção agora, com o início do período de chuvas.

As perdas em produtividade podem chegar a até 60%. Mesmo quando há níveis de infestações menores, o ataque da praga causa problemas. Entre eles estão a redução do teor de açúcar nos colmos, aumento do teor de fibras e também dos colmos mortos (o que diminui bastante  a produtividade).

A praga causa prejuízos maiores na fase de ninfa. Veja cinco dicas que ajudam o a evitar e controlar infestações e garantir a máxima produtividade no campo:

1 - Atenção desde o início

Para buscar a máxima produtividade da cana, é essencial realizar o manejo adequado desde o início e controlar a primeira geração da praga que acontece cerca de 20 dias após as primeiras chuvas. Na fase inicial (ninfa) o inseto se alimenta da seiva da raiz, extraindo água e nutrientes e injetando sua toxina. Sem o tratamento adequado, além da diminuição do teor de açúcar, as folhas secam e a planta pode até morrer.

2 - Não espere as chuvas aumentarem

Muitos produtores esperam as chuvas aumentarem e realizam o controle só em novembro. “A época de alerta é agora, em outubro é preciso focar na prevenção  e controle das ninfas.  Após o longo período de estiagem, a tendência é que a pressão  venha com os ovos eclodindo de uma vez, o que dificulta o controle”, explica Leandro Boncompagni, coordenador de campanhas da Syngenta.

3 - Monitore as soqueiras

Uma das principais tarefas do manejo consciente é monitorar as soqueiras. A dica vale principalmente para as áreas colhidas com máquina ao longo dos meses de inverno. O controle deve iniciar assim que sejam encontradas duas ninfas de cigarrinha por metro de cana. “De outubro até abril, podem ocorrer até três ciclos da praga. Por isso o monitoramento e o manejo em todas as fases é tão importante”, diz Boncompagni.

4 - Adultos x ninfas

Os adultos também causam prejuízos à planta, mas de outra forma. Eles sugam a seiva das folhas, que ficam amarelas e também podem secar. Em sua fase adulta, ele mede cerca de 13 mm e pode apresentar tons avermelhados com manchas nas costas (machos) ou uma cor marrom-escura, também com manchas (fêmeas).

“As características são fáceis de identificar, mas os danos maiores, e onde o produtor deve focar a atenção, é na fase de ninfa. É quando a cigarrinha causa maiores estragos”, explica Boncompagni.

5 - Controle correto

As boas práticas para o controle da cigarrinha-das-raízes inclui a eliminação dos restos de cultura, monitoramento constante e controle no tempo correto!  Caso o monitoramento após as primeiras chuvas indique a presença da praga, é necessário iniciar as primeiras aplicações de inseticida. A Syngenta possui, em seu portfólio, o Actara. “Essa primeira aplicação, feita no momento certo e  com o produto adequado, reduz a necessidade de outras pulverizações ao longo do cultivo. Por isso estar atento e detectar essa primeira geração é tão importante”, diz Boncompagni.

O monitoramento é imprescindível para decidir sobre a estratégia de controle.  Respeitar as condições climáticas no momento da aplicação, como temperatura e incidência do vento, além de usar doses recomendadas e tecnologias de aplicação que facilitem a calda atingir o alvo também são tarefas essenciais.

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