Cana-de-açúcar fecha safra 2017/18 em 633,26 milhões de toneladas

Produção teve leve queda, correspondente a 3,6% a menos em relação à safra anterior, segundo relatório da Conab

24/04/2018 16:23:52

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou em 24 de abril os dados do quarto e último levantamento da safra de cana-de-açúcar 2017/2018.  A produção teve leve queda, chegando a 633,26 milhões de toneladas, o que corresponde a 3,6% a menos em relação à safra anterior, que foi de 657,18 milhões de toneladas.

O relatório aponta que, apesar da maior produtividade na região Nordeste, a média brasileira foi semelhante à da safra passada, de 72.543 kg/ha, e acabou não tendo impacto no aumento da produção. O boletim mostra ainda que a diminuição também é reflexo da área colhida, que fechou em 8,73 milhões de hectares, com queda de 3,5% se comparada à safra 2016/17.

Já a produção de etanol manteve-se estável, com 27,76 bilhões de litros e redução de 0,2%. O açúcar caiu para 37,87 milhões de t, com retração de 2,1% em relação à safra anterior, devido à menor quantidade de cana disponível e o direcionamento para a produção de etanol, por conta da queda dos preços no mercado internacional.

Rendimento por região

No Sudeste a expectativa é de leve aumento dos patamares de produtividade em relação à safra anterior, apesar da diminuição na área colhida, reflexo, entre outros, de problemas climáticos. A produção nesta região foi de 417,47 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processada, 4,2% inferior à safra 2016/17.

O Centro-Oeste manteve a área colhida da safra passada, mas com estimativa de leve redução nos patamares de produtividade. A produção de 133,66 milhões de toneladas representa redução de 0,4%. No Nordeste, a boa produtividade garantiu uma produção de 41,14 milhões de toneladas, mesmo com registro de área menor.

Na região Sul, com produção estimada em 37,52 milhões de toneladas, houve queda de 5,5% na área colhida. O fato ocorreu principalmente nas localidades fornecedoras que foram reconvertidas para a produção de grãos – ou que não possuíam mecanização – ou ainda naquelas onde não foi possível realizar toda a colheita devido ao excesso de chuvas no final da safra.

Na região Norte, que representa menos de 1% do total nacional, a área cultivada também foi menor, com produção de 3,46 milhões de toneladas.

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