Capim-amargoso: prevenção pode evitar perdas de 1 tonelada de soja/ha

Planta daninha se espalha com rapidez pelo vento e também pode ser transportada no maquinário

16/03/2018 16:37:14

Atualizado:

20/03/2018 19:05:43

 

O tamanho da planta daninha já assusta: pode alcançar até 1,5 m de altura. O dano que provoca na lavoura é proporcional. O pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas, afirma que o prejuízo varia bastante dependendo do alcance do capim-amargoso na plantação. "Em algumas situações, pode chegar a uma perda de 60% da lavoura ou um pouco mais, porque o amargoso compete diretamente com a cultura por luz, água e nutrientes do solo", diz.

O capim-amargoso se espalha com rapidez pelo vento e também pode ser transportado no maquinário. Além disso, a reprodução por sementes facilita a proliferação - cada planta pode ter até 50 mil sementes, segundo a Embrapa. Por ser de origem tropical e perene, se adapta ao clima da maioria das regiões produtoras do país e nasce o ano inteiro. Isso faz com que esteja nas lavouras de milho, soja e algodão de todo o Brasil. 

O pesquisador resume o manejo adequado a ser seguido pelo agricultor para proteger a plantação:


- é preciso lembrar dos bons conceitos agronômicos para controle de plantas daninhas. O solo deve estar coberto com palhada ou alguma cobertura verde a maior parte do tempo, inclusive na entressafra. Isso evita que a planta daninha ocupe o espaço da próxima cultura;

- nas primeiras infestações, o agricultor deve fazer o controle manual com o uso da enxada. Se a planta estiver maior, o controle é mecânico. E na sequência, vem o controle químico com herbicidas alternativos ao glifosato. A sugestão do pesquisador é o uso de graminicidas, que são herbicidas específicos para plantas gramíneas.

 

Prevenção é o diferencial


Se há poucos anos o capim-amargoso não representava grandes riscos para as lavouras, agora é uma das maiores preocupações. "A resistência ao glifosato fez essa planta se espalhar de forma rápida. O principal é não deixar entrar na lavoura, pois o combate exige muito trabalho e pode quadruplicar o custo do controle normal com daninhas", avalia Fernando Adegas.  Segundo Adegas, um bom trabalho de prevenção pode evitar perdas de 1 tonelada de soja por hectare


O líder de Herbicidas e Controle de Plantas Daninhas da Syngenta, José Santos, diz que o agricultor tem investido mais quando o assunto é amargoso. O objetivo é apostar em soluções eficientes que controlem a planta. "O produtor que segue o programa da Syngenta tem apresentado ganhos de produtividade de 10 sacas a mais por hectare se comparado ao produtor que não usa o manejo adequado”, afirma Santos. A solução recomendada é focada na prevenção: o herbicida Dual Gold é usado na pré-emergência (tanto da soja quanto do próprio capim-amargoso). Depois que a planta emergir, a opção são os graminicidas.

Estes produtos também são usados na dessecação da área no período de pré-plantio. "O grande diferencial do programa da Syngenta é o manejo na pré-emergência, porque impede a competição inicial da lavoura com a planta daninha. Essa atitude pode evitar perdas significativas de produtividade por hectare da soja. Uma  lavoura que nasce limpa é o primeiro passo para garantia da produtividade", diz Santos.

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