Cigarrinha, barriga-verde e lagarta-do-cartucho: perigo para milho safrinha

As três pragas, com aumento de casos de infestação, merecem atenção do produtor. Embrapa emitiu comunicado que reforça o alerta

12/03/2018 14:50:50

Atualizado:

26/03/2018 17:13:38

 

A segunda safra do milho está na fase final de semeadura e nesta etapa a lavoura continua suscetível ao ataque de pragas. Três delas têm chamado a atenção do produtor: cigarrinha do milho, barriga-verde e lagarta-do-cartucho.

Segundo informações da Embrapa Milho e Sorgo, o aumento da área plantada da segunda safra, que já ultrapassou a produção da safra de verão, alterou o grupo de insetos-praga com que o produtor precisa se preocupar.

“De fato, a lagarta-do-cartucho e o percevejo barriga-verde são preocupações reais do produtor, com aumento de infestações nas últimas safras”, explica o engenheiro agrônomo da área de Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Syngenta no Paraná, Edson Sawada. “Ainda estamos monitorando o impacto da cigarrinha, mas já com orientações de reforço na prevenção e monitoramento, por conta das perdas, que podem ser muito altas”, completa.

Como o milho é plantado na sequência da soja, o percevejo-barriga-verde é considerado praga de importância primária no milho da primeira e segunda safra. Ele se adaptou na cultura da soja e, depois da colheita, continua na área e passa a se alimentar do milho. Aumentos de casos têm sido registrados na região do cerrado.

A lagarta-do-cartucho, por sua vez, continua sendo uma das principais preocupações do produtor de milho, principalmente quando há um período de estiagem. Já a cigarrinha do milho, que se alimenta deste tipo de alimento, é extremamente danosa quando o inseto está contaminado com vírus ou bactérias (fitoplasma e epiroplasma) “Os casos de maior incidência têm sido relatados em Goiás, Mato Grosso do Sul, Bahia, nas regiões oeste de Minas Gerais e noroeste do Paraná, onde historicamente ocorrem problemas com cigarrinhas” diz Sawada.

Manejo de pragas

Para reduzir os problemas causados pelas três pragas a opção é pelo uso de um híbrido de milho e a realização do controle químico quando o nível de dano econômico for atingido. A Syngenta possui em seu portfólio a opção de tratamento de sementes com o defensivo Cruiser, que atua no controle dos insetos, protegendo a lavoura nos estágios iniciais de desenvolvimento. E também o Ampligo, para aplicação foliar assim que identificado o problema.

Para o controle do percevejo barriga-verde, é indispensável o uso de tratamento de semente. A orientação é realizar o monitoramento de emergência nas quatro folhas e verificar a presença de três a cinco insetos por armadilha.

Já para a cigarrinha, como não é possível identificar qual está contaminada com vírus ou bactérias, a orientação é pela aplicação foliar com produtos que tenham amplo espectro de ação, assim que detectada na lavoura. “Estas pragas são migrantes, o que dificulta o controle. O uso de híbridos tolerantes acaba sendo sempre uma solução mais econômica”, explica Sawada.

Para a lagarta-do-cartucho, o uso do inseticida com aplicação foliar é indicado se há registro de incidência entre 15% a 20% das plantas raspadas. “Quando a lagarta entra no cartucho da planta, fica mais difícil o controle, por isso é importante monitorar e agir rapidamente”, diz Sawada.

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