Skip to main content

Cigarrinha do milho: dicas para controlar a praga na lavoura

Se estiver infectado e não for controlado, inseto pode destruir até 50% da lavoura, diz técnico

Publicado 14-02-2018 16:01:48

O milho safrinha está em fase de plantio e, na primeira etapa da lavoura, a cultura é mais sensível ao ataque de pragas que podem colocar em risco a produtividade. Considerado um problema secundário há cerca de três safras, a cigarrinha do milho (Dalbulus maidi) é hoje considerada uma das principais ameaças ao produtor. "A presença de plantas tigueras, que fornecem abrigo e comida para o inseto durante a entressafra e o cultivo da soja, e as condições climáticas favoráveis, como altas temperaturas e invernos amenos, ajudam a explicar a maior incidência", diz o gerente de Milho da Syngenta, William Weber.

Cigarrinha do Milho: Anatômia e impacto na lavoura

Com meio centímetro de comprimento, a cigarrinha é um vetor de transmissão do vírus da risca do milho (Maize Rayado Fino Virus - MRFV) e dos molicutes, que provocam dois tipos de enfezamento no milharal – o pálido e o vermelho. O principal efeito disso sobre a lavoura de milho é pouco desenvolvimento e baixa nutrição das plantas e, consequentemente, menor produção de grãos. "A cigarrinha sozinha não causa nenhum dano, mas se estiver infectada e não for controlada pode destruir até 50% da lavoura", afirma Weber. De acordo com o técnico, como não é possível identificar se o inseto está ou não infectado, o produtor precisa tomar alguns cuidados.

Dicas de controle para a Cigarrinha do Milho

Além do tratamento de sementes, que já oferece uma proteção inicial contra percevejos e cigarrinhas, a orientação é monitorar a lavoura constantemente para identificar o surgimento do inseto. "Ao optar por um híbrido com tolerância à cigarrinha, o agricultor já começa o plantio com menos chances de ataque. Para complementar, as aplicações foliares de inseticidas devem ser feitas com base na amostragem da população da praga. Normalmente, cerca de 40 dias após a germinação e podem se estender até o pendoamento”, explica.

Entre as opções de híbridos com tolerância genética existentes no mercado, estão o Status Viptera 3 e o Supremo Vitptera 3, duas variedades da Syngenta. 

Por fim, para uma boa estratégia de manejo, é preciso dar atenção a quatro fases, de acordo com o técnico da Syngenta:

- histórico e identificação das pragas;

- dessecação antecipada e monitoramento para uso de inseticidas;

- escolha de tecnologia Bt e tratamento de sementes;

- monitoramento da lavoura.