Clima: previsões para o começo do ano em todo o país

Segundo institutos de meteorologia, incidência de La Niña deve impactar a agricultura

22/12/2017 14:54:15

Atualizado:

22/12/2017 15:05:25

 

O verão 2018 deve sofrer os efeitos do La Niña, fenômeno climático que acontece com o resfriamento das águas do Pacífico, o maior dos oceanos. Se houvesse aquecimento dessas águas, o fenômeno seria o El Niño. Esta é a previsão que tem sido feita pelos principais institutos de meteorologia do país e também dos internacionais. Nos últimos dias, o serviço australiano de meteorologia (Bureau of Meteorology - BOM), por exemplo, reforçou a incidência do La Niña. No entanto, os modelos climáticos do BOM indicam que ele será mais fraco do que os registrados nos anos 2010 e 2012. 

Segundo a meteorologista da SOMAR, Desiree Brandt, mesmo que a intensidade seja fraca, trata-se de um La Niña clássico. "O fenômeno deve trazer consequências no comportamento do clima no Brasil até o outono, pelo menos". As principais características apontadas pelos institutos são chuva acima do normal nas regiões norte e nordeste e irregularidade na distribuição na região sul, onde as temperaturas tendem a ficar mais elevadas.

Efeitos na agricultura

Qualquer fenômeno climático interfere diretamente na agricultura. Por isso, os produtores devem estar preparados para que a safra 2017/2018 seja afetada pelas possíveis alterações no clima provocadas pelo La Niña. Saiba o que pode acontecer, de acordo com as previsões da meteorologista da SOMAR.

Sul - uma das principais consequências é o aumento do risco para estiagem ao longo do verão no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul. O volume acumulado de chuva pode ficar dentro da média, mas o La Niña deve prejudicar a distribuição das precipitações. A chance de longos períodos de estiagem e altas temperaturas é grande. Com isso, deve ocorrer outro fenômeno que impacta as lavouras: a evapotranspiração, que é a perda de água do solo por evaporação e da planta por transpiração.

Sudeste e Centro-Oeste - As duas regiões terão chuva acima da média. O mês de fevereiro deve ser mais chuvoso no Sudeste. Nessa região, a temperatura ficará mais amena em alguns momentos. Já em março, deve chover mais no Centro-Oeste. Os agricultores devem de ficar atentos, pois isso pode atrapalhar a colheita da primeira safra, atrasando o calendário para o milho safrinha. Outro ponto de alerta é que, com essas condições climáticas, a chance de surgir doenças nas lavouras é maior.

Nordeste - Ao contrário do Sudeste e Centro-Oeste, o Nordeste brasileiro terá chuva abaixo da média no início de 2018. Mas a partir de março e até meados de maio, as precipitações se regularizam mais ao norte (entre  Maranhão e Rio Grande do Norte).

Se a previsão de La Niña se confirmar e o fenômeno persistir até o outono, a região central do país terá chuva irregular. E depois de um verão mais quente, o frio pode se antecipar e trazer riscos de geada no Sul, parte do Sudeste e Mato Grosso do Sul.

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