Com boas práticas, produtores de soja conseguem controlar ferrugem no PR

Manejo preventivo evitou que a doença causasse perdas na lavoura

15/02/2018 10:34:21

Atualizado:

15/02/2018 14:20:31

 

Um dos estados mais atingidos pela ferrugem asiática nesta safra, o Paraná teve 108 casos da doença registrados de novembro a janeiro, segundo dados do Consórcio Antiferrugem, da Embrapa. No entanto, com algumas boas práticas, produtores da região conseguiram contornar a situação.

A região de Campo Mourão, no Noroeste do Estado, foi uma das mais afetadas pela ferrugem, de acordo com o consórcio. Mas a duas semanas da colheita, os sojicultores que adotaram o manejo preventivo se dizem satisfeitos com os resultados obtidos no campo.

Armando Sambati, das fazendas Modelo e Mãe Natureza, explica como assegurou a sanidade de sua lavoura: “Atuei preventivamente. É necessário fazer a aplicação preventiva, não curativa. Porque é mais segura. Depois que a ferrugem se instala, é difícil controlá-la. Sempre que isso acontece, por mais que se faça, algum estrago já ocorreu”, afirma.

Sambati faz em média de três a quatro aplicações de fungicida a cada safra, contando com o Elatus, da Syngenta, em seu programa de manejo. Nesta safra, a chuva dificultou bastante a entrada na lavoura para as aplicações e a atuação preventiva se mostrou essencial. “Vi muita ferrugem aqui por perto, temi infecção, mas sem abrir mão das pulverizações. Desta forma, não detectei a doença, o que me garantiu mais segurança a 15 dias da colheita”, diz.

Outros produtores de Campo Mourão concordam com ele. As lavouras de soja da Fazenda Paraíso estão seguras pela adoção do controle preventivo. João Luiz Ferri, proprietário das terras, adotou o protocolo há cinco anos e entendeu a sua importância para evitar que a ferrugem se instale na lavoura. “Estamos numa região de altitude, onde a pressão da ferrugem é maior. Vi muitas lavouras afetadas pela doença por aqui, mas há cinco anos decidi fazer as aplicações preventivas para não ter mais problemas”, diz.

Segundo ele, esta foi uma safra difícil. “Houve longos períodos de chuva sem trégua. Não conseguíamos fazer a aplicação nos prazos ideais. Mesmo assim, não abri mão. Controlamos a doença com o uso do Elatus e Cypress, da Syngenta e não teremos impacto na produtividade”, afirma. 

Para Gildo Kwistchal, da Fazenda Natal, as pulverizações preventivas de fungicida são a melhor proteção para suas lavouras de soja. “Há ferrugem nesta região, como em todo o estado, mas quem faz o tratamento preventivo está mais seguro”, diz. 

Manejo consciente

“Não é novidade que há aspectos imprevisíveis no dia a dia do agricultor, o que ficou claro nesta safra no Paraná, com as dificuldades enfrentadas em se manejar a lavoura devido ao excesso de chuva. Independentemente da situação, porém, é importante fazermos o manejo consciente da soja”, explica Rafael Oliveira, gerente de Fungicidas da Syngenta

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