Como combater as principais pragas do café

Bicho-mineiro, broca-do-café e ácaro vermelho estão entre as principais ameaças à cultura

23/04/2018 14:00:34

 

O cafeicultor deve estar atento a três pragas que ameaçam a cultura: bicho-mineiro, broca-do-café e ácaro vermelho. Para contornar esses problemas, é preciso investimento. Segundo a gerente de inseticidas da Syngenta, Andressa Lemos, o manejo de pragas em lavouras de alta tecnologia pode chegar a 40% do valor investido na proteção da planta. "No entanto, no custo total da plantação, esse número não passa de 10% e representa um recurso fundamental para garantir produtividade e qualidade", diz.

O bicho-mineiro é o maior desafio para o agricultor, pois a incidência é generalizada e pode diminuir a produtividade em até 60%. "A desfolha pode ser drástica. Além disso, em clima seco e quente, a proliferação dessa praga é intensificada", afirma Andressa. O ácaro vermelho também ataca as folhas e é favorecido pelas mesmas condições climáticas. "Ele tira o brilho e deixa um aspecto bronzeado nas folhas, comprometendo a fotossíntese".

A broca-do-café, por sua vez, ataca os frutos e se multiplica a partir de outros remanescentes em condições de umidade. De acordo com a executiva, esta praga diminui o peso e a qualidade do café, o que acaba por diminuir o preço pago ao produtor.

Para manter as pragas longe da lavoura, é importante recorrer ao controle químico, diz a especialista. Uma das opções disponíveis ao produtor no mercado é o inseticida Voliam Targo, da Syngenta. Segundo Andressa, o defensivo serve para combater as três principais ameaças à cultura. "Para a broca-do-café, por exemplo, esse produto tem um custo bem mais atrativo em comparação às tecnologias mais recentes de controle da praga – menos 30% a 40%", diz Andressa.

Dicas para uso adequado

Bicho-mineiro: a aplicação foliar deve ser feita com no máximo 5% de folhas minadas com larvas vivas. Se necessário, repetir após 45 dias. "Essa aplicação normalmente acontece em abril, uma vez que o manejo do bicho-mineiro deve ser iniciado em outubro, com o uso de Verdadero em solo, e em fevereiro, com o Durivo".

Broca-do-café: iniciar o monitoramento a partir de 60 dias após a florada plena. A primeira aplicação deve ser feita com 1% dos frutos perfurados. Se após 30 dias ainda houver presença viva na lavoura, repetir o uso do produto.

Ácaro vermelho: o controle precisa ser feito logo no início das infestações, o que normalmente acontece no período de crescimento vegetativo mais intenso. No entanto, o uso do Voliam Targo para controle de bicho-mineiro e broca-do-café já garante que a população de ácaro não atinja um nível capaz de causar danos à lavoura.

Leia mais:

+Produção de café deve atingir recorde de 60,5 milhões de sacas

+Café: troca de sacas por insumos é bom negócio para produtor

+Broca-do-café: CNA alerta produtores sobre infestação

VEJA MAIS

VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!