Como proteger a lavoura de soja da ferrugem asiática

Impacto na produtividade pode chegar a 90%, se não houver controle

19/01/2018 15:44:37

Atualizado:

22/01/2018 16:30:59

A ferrugem asiática é uma doença com alto poder destrutivo e a que mais tem preocupado os produtores de soja. A principal consequência é a desfolha das plantas, o que impede a formação de grãos e, com isso, reduz a produtividade. Agricultores costumam dizer que ela é uma "praga silenciosa", porque é difícil perceber quando exatamente se instala. Os primeiros sinais são os esporos que o fungo Phakopsora pachyrhizi deixa na folha, formando pontos escuros. Mas como eles são muito pequenos,  é preciso análise com lupa para ter certeza da infecção.

O Diretor de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, Leandro Martinho, lembra que a preocupação com a ferrugem deve ser constante, já que o impacto na produtividade da soja pode chegar até 90%, se não houver controle. "Identificar a ferrugem no estágio inicial é fundamental para evitar a proliferação do fungo e reduzir as chances de perdas", destaca. 

Martinho reforça que é importante o agricultor intensificar o monitoramento e redobrar a atenção, sempre iniciando a proteção da lavoura preventivamente e posicionando os produtos de maneira correta. "As primeiras aplicações devem ser preventivas, e os fungicidas à base de carboxamidas são a melhor opção. Nesse caso, entre os produtos disponíveis no mercado está o Elatus, da Syngenta”, explica o diretor.

“Já para as aplicações de final de ciclo, quando a chance de presença da ferrugem é maior, os fungicidas devem ter eficiência curativa, principalmente à base de triazóis. Aqui, uma das opções é o Cypress, da Syngenta", orienta Martinho. “Importante reforçar que, tanto Elatus quanto Cypress, devem sempre ser recomendados com parceiros, de preferência fungicidas protetores”, completa.

Sinal de alerta

O pesquisador Carlos Forcelini, da Universidade de Passo Fundo (UPF-RS), lembra que, nesta safra, de novembro até aqui, o Consórcio Antiferrugem já registrou 172 casos de ferrugem em lavouras de soja do país. A maioria (88) está no Paraná, mas foi no Rio Grande do Sul (20) que a doença apareceu primeiro - e 15 dias antes, em comparação ao ano passado. Segundo Forcelini, isso é um alerta e lembra que o atraso na semeadura da soja também é um fator preocupante, pois as lavouras estarão em diferentes estágios e isso pode contribuir para a proliferação do fungo. "A doença vai ter mais tempo para se desenvolver. Como seu ciclo é de aproximadamente oito dias, ela completará mais ciclos nesta safra e, consequentemente, atingirá uma intensidade final maior", prevê.

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