Desafios para produtores de tomate são tema de seminário em Campinas

Cenário econômico e soluções para a cultura nortearam as discussões

29/09/2017 09:22:11

Atualizado:

03/10/2017 11:54:36

 

O ano de 2017 tem sido de desafios para os produtores de tomate de mesa. A situação econômica do país resultou em grande queda no consumo. Fatores climáticos e a baixa remuneração da cultura têm estimulado o produtor a buscar alternativas para não perder rentabilidade. No entanto, a expectativa é de que o consumo volte a crescer já a partir do ano que vem.

Segundo Tércio Tosta, gerente de Marketing de Vegetais da Syngenta, este cenário pautou as discussões do 7º Seminário Nacional de Tomate de Mesa, realizado nos dias 19 e 20 de setembro, em Campinas. O evento, que reuniu toda a cadeia de valor da cultura, mostrou o que há de mais recente em tecnologia e ciência para a produção de tomate.

Manejo de doenças e pragas, técnicas de cultivo, melhoramento genético, distribuição e desafios futuros foram alguns dos temas abordados em palestras por empresas e lideranças do setor.

Alguns dados apresentados durante o evento deram aos produtores uma ideia de como se manter em meio aos altos e baixos da cultura. “O produtor de tomate tem de plantar os 12 meses do ano para ter lucratividade”, diz Tosta. "A variação de preços é muito grande e, normalmente, a cultura apresentará preço com superávit durante seis meses do ano, para no outro semestre ser vendida abaixo do custo. Esse é o ciclo”, explica.

De acordo com o executivo, a ciranda de preços afeta diretamente o consumo do produto. “O tomate acima de R$ 4 na gondola começa a ter uma queda no consumo porque passa a competir com outros alimentos. Já o tomate abaixo desse patamar é muito demandado”.

Soluções

A Syngenta apresentou seu pacote de soluções para a cultura, como o híbrido Dylla, lançado no ano passado. Segundo Tosta, a aceitação do produto superou as expectativas. “Das 50 sementes que trabalhamos na área de Sementes e Vegetais, essa é a que mais cresce, tanto que tivemos de aumentar a importação”, afirma.

Dez grandes produtores de tomates, boa parte usuários de Dylla, participaram do evento e puderam compartilhar suas experiências com outros visitantes. O inseticida Voliam Targo também foi mostrado em palestras e no estande da empresa como importante aliado do agricultor.

Giuliano Igarashi, gerente de marketing HF e Citros da Syngenta, considera a participação da empresa no seminário valiosa. “Trata-se de um evento que permite dar visibilidade às nossas marcas para diferentes membros da cadeia. O ambiente de discussão sobre o momento presente e os desafios futuros irão direcionar nossas decisões”, diz o executivo.

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