Descoberta de pesquisadores pode aumentar eficiência na produção de etanol

Manipulação de gene também deve tornar gramíneas, como milho e cana-de-açúcar, mais digeríveis para o gado

16/01/2018 09:55:59

Atualizado:

22/01/2018 16:47:52

 

Uma equipe de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos identificou um gene envolvido na dureza das paredes celulares de vegetais. Trata-se de um considerável avanço para a produção de etanol de segunda geração, feito a partir da biomassa vegetal. A supressão desse gene aumentou a liberação de açúcares em até 60%. As descobertas do grupo foram apresentadas na revista New Phytologist e divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Outra aplicação prática desses resultados será o desenvolvimento de gramíneas mais digeríveis com maior valor nutricional para os animais.

O impacto da pesquisa é potencialmente global, pois todos os países utilizam pastagens para alimentar seus animais e várias biorrefinarias em todo o mundo usam essa matéria-prima. Somente no Brasil, segundo o estudo, os mercados potenciais dessa tecnologia foram avaliados no ano passado em R$ 1,3 bilhão para o segmento de biocombustíveis e de R$ 61 milhões para alimentação de bovinos.

Avanço para o etanol brasileiro

As descobertas irão beneficiar o Brasil, detentor de uma indústria de bioenergia em expansão que usa os resíduos de gramíneas, como milho e cana-de-açúcar, como biomassas utilizadas para produzir bioetanol. A descoberta do gene permitirá o desenvolvimento de plantas com paredes celulares mais fáceis de serem quebradas. A consequência será o aumento da eficiência na produção de bioetanol, o que pode ajudar na substituição de combustíveis de origem fóssil e na redução da emissão de gases de efeito estufa.

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