Florada do café exige atenção do produtor com manchas na lavoura

A florada é a grande responsável por definir o potencial produtivo do cafezal. Cuidar dela nesse momento é tarefa de quem busca a máxima produtividade

01/11/2018 11:32:40

Atualizado:

12/11/2018 14:54:56

 

Quem olha de longe pode até pensar que o cafezal foi tomado pela neve. De perto, vê-se a grande quantidade de flores brancas, que dão um tom especial para a lavoura. A florada do café, uma das épocas mais bonitas do ano para quem cultiva o fruto ocorre durante a primavera e marca um momento bem importante para o produtor.

São as flores que definem o potencial produtivo do cafezal e que irão gerar uma bebida de melhor qualidade e valor de mercado. Quanto mais protegê-la, mais frutos terá. Nessa etapa, uma tarefa na cartilha de quem busca a máxima produtividade é ficar de olho nas doenças que atacam a cultura. “A mancha de phoma, que ataca as folhas, os ramos e os botões; a cercosporiose, que inviabiliza o fruto com perda de produtividade e qualidade; e a mancha-aureolada, uma bactéria, exigem bastante atenção”, explica Luiz Henrique Fernandes, DTM da Syngenta.

Características das doenças

A cercosporiose (Cercospora coffeicola) ataca especialmente os frutos. Ela pode tanto derrubar os que estão em formação, chamados de chumbinhos e até mesmo provocar queda de qualidade dos já granados, conforme o momento em que atacam o cafezal. Altas temperaturas, chuvas seguidas de veranicos e desequilíbrio nutricional são fatores que facilitam o seu surgimento.

Já as lesões típicas da mancha de phoma (Phoma Sp.) ocorrem nas margens das folhas, impedindo o crescimento e fazendo com que elas fiquem retorcidas. É possível observar pequenas pontuações marrom-escuras. A disseminação do patógeno ocorre pelos respingos de água das chuvas ou da irrigação. Nas flores e nos frutos, o fungo causa lesões escuras. Eles podem ser atacados em qualquer estádio de desenvolvimento.

A mancha-aureolada, ou crestamento bacteriano (Pseudomonas syringae pv. garcae) se diferencia por ser causada, ao invés de fungos, por uma bactéria. Assim como a macha de phoma, também apresenta manchas como coloração marrom-escura, de formato irregular. A diferença está na presença de um anel amarelo (auréola), que é de onde vem o nome. Elas são distribuídas em toda a superfície das folhas, sendo mais frequente nas bordas.  Nos ramos, causa requeima e nos frutos infectados, necrose.

As doenças, mancha de phoma e mancha aureolada, ocorrem com maior intensidade em regiões de altitudes elevadas no início e final do período de inverno. Nessas áreas, mesmo na primavera, ventos frios, temperaturas abaixo de 19 °C e alta umidade do ar criam as condições perfeitas para o seu surgimento. Os períodos de maior incidência da doença ocorrem entre os meses de março e abril e entre setembro e outubro, com o início do período de chuvas. 

Como controlar

O controle exige fungicidas de amplo espectro de ação e produtos que evitem o desenvolvimento de resistência. A solução da Syngenta é o Priori Top, um fungicida foliar que reúne esses dois grandes benefícios.  

A primeira pulverização é feita na pré-florada, quando os botões estão na fase conhecida como “dentes de cachorro”, no nome popular. Já a segunda deve ser feita na pós-florada, depois que as pétalas secam e caem.  O intervalo das aplicações é de 25 a 30 dias “Isso permite um período de controle em torno de 70 dias. Respeitar os intervalos corretos e fazer as aplicações nos momentos certos, com monitoramento, é o suficiente para garantir a proteção da lavoura”, diz Fernandes.

Já a mancha-aureloada exige a aplicação de fungicidas a base de cobre, também chamados de fungicidas cúpricos. “Eles podem ser usados simultaneamente com o Priori Top, nos mesmos intervalos, sem influenciar na sua eficiência para o controle”, explica Fernandes.

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VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!