Florada do café: cuidados que o agricultor deve tomar

Proteger as flores é importante, pois elas definem o potencial produtivo do cafezal

11/10/2017 19:04:53

Atualizado:

15/10/2017 19:28:57

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Uma das épocas mais bonitas do ano nas lavouras de café, a florada, que acontece durante a primavera, é também um momento muito importante para o produtor. O benefício de ver a lavoura branca e perfumada vem acompanhado pela necessidade de cuidar das flores, pois são elas que definem o potencial produtivo do cafezal, segundo o engenheiro agrônomo Willie Cintra, da área de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta. “Quanto mais o agricultor protege as flores, mais frutos ele terá”, diz Cintra.

As maiores ameaças ao cafezal nesta etapa são duas doenças: a mancha de phoma, que ataca as folhas, os ramos e os botões e pode causar muito prejuízo para o produtor; e a cercóspora, que inviabiliza o fruto e causa perda de produtividade e qualidade do café.

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A mancha de phoma, além de atingir as zonas cafeeiras de todo o país, é uma doença muito agressiva. Seu período de incubação é de apenas seis dias, enquanto o da ferrugem do café, por exemplo, é de 25. “Esta doença tem alto poder destrutivo, por isso o produtor precisa atuar preventivamente”, afirma Cintra.

De acordo com o engenheiro agrônomo, a orientação vale para todos, mas quem planta café em altitudes elevadas, acima de 700 metros, deve ser ainda mais cuidadoso. Nessas áreas, mesmo na primavera, ventos frios, temperaturas abaixo de 19 °C e alta umidade do ar criam as condições perfeitas para o surgimento dessas doenças, que abatem as flores e os frutos.

Já a cercóspora ataca especialmente os frutos. Ela pode tanto derrubar os que estão em formação (os “chumbinhos”) como provocar queda de qualidade dos já granados, a depender do momento em que atacam o cafezal. As condições para o desenvolvimento dessa doença, entretanto, são diferentes das que favorecem a mancha phoma: altas temperaturas (25°C a 30°C), chuvas seguidas de veranicos e desequilíbrio nutricional.

O combate aos dois males exige fungicidas de amplo espectro de ação e produtos que evitem o desenvolvimento de resistência. “A atenção a esse manejo faz toda a diferença na hora da colheita”, afirma o especialista. A solução da Syngenta para preservar a integridade da lavoura nesta etapa do ciclo produtivo é o Priori Top, fungicida foliar que reúne dois ingredientes ativos de grupos químicos distintos.

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A pulverização deve ser realizada em duas etapas. A primeira, na pré-florada, quando os botões estão na fase popularmente conhecida como “dentes de cachorro”. A segunda, no pós-florada, depois que as pétalas secam e caem. “O agricultor deve ter em vista que a excelência do manejo de pragas e doenças é o diferencial que garante ao Brasil a liderança mundial na produção de café”, diz  Cintra.

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