Híbrido que resiste a pragas e doenças do tomate ganha mercado

Desenvolvida pela Syngenta, nova semente supera expectativa de vendas mesmo em ano com diminuição da área plantada

20/11/2017 16:03:25

 

Mesmo em um ano com redução da área de plantio do tomate, um novo tipo de semente chamou a atenção dos produtores e passou a liderar as vendas do segmento de sementes e vegetais da Syngenta em 2017. Resultado do cruzamento de dois tipos diferentes de tomate, o híbrido Dylla chegou ao mercado no ano passado.

Segundo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, neste ano os produtores brasileiros de tomate plantaram 15% a menos em comparação a 2016. “Ainda assim, superamos em 300% a previsão inicial de vendas desta semente para o ano”, afirma o gerente de Marketing da Syngenta, Tércio Tosta.

Um dos motivos para a boa aceitação é a proteção contra pragas que o produto oferece. É o que afirma o responsável técnico de vendas da Syngenta, Ranieri de Luca. “A semente é mais resistente à mosca-branca e ao inseto tripes, transmissores do geminivírus e da doença vira-cabeça do tomateiro, que comprometem seriamente a cultura”, diz Luca.

Além disso, de acordo com Luca, os produtores também ficam mais protegidos contra de Fusarium oxysporum. Este fungo causa a murcha de Fusarium, uma das doenças que afetam com maior agressividade as lavouras de tomate do Rio de Janeiro e do Espirito Santo, e está se expandindo para outras regiões, como Minas Gerais.

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“Os pés de tomate ficam carregados e não se vê diferença de um para o outro”, diz o produtor Gilberto José Zózimo Gonçalves, de Varresai (RJ). “O carregamento vai de baixo a alto na planta. Até a ponteira dá bons frutos”, afirma Reginaldo Ferreira, agricultor que planta o híbrido em São Sebastião do Alto (RJ).

Para o distribuidor Roberto Granja Ferreira, o Betinho, da Casa Irmãos Ferreira, no Rio, a adesão ao produto se explica pelo pacote de resistência, calibre e padrão de cor. “O fruto mais graúdo e uniforme garante ao produtor uma entrega satisfatória, com melhor rentabilidade”, afirma. Betinho conta que comprou mais de 4 mil envelopes de Dylla este ano e, para o próximo, planeja aumentar o pedido em pelo menos 30%.

Para dar conta da procura, a Syngenta também teve de fazer ajustes de importação do híbrido, que é originário da Holanda. “O Dylla já é o nosso produto de maior crescimento no segmento. Como tínhamos uma produção estratégica no exterior, felizmente conseguimos atender à demanda do mercado”, diz Tosta.

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