Jornada técnica orienta produtor a se prevenir da lagarta-do-cartucho

Pesquisador faz alerta aos agricultores sobre a importância do manejo químico no momento certo para o controle da principal praga do milho

09/04/2018 12:17:28

Atualizado:

16/04/2018 15:43:21

 

O agricultor deve redobrar a atenção com a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) após o plantio da segunda safra do milho. Além de seguir a cartilha do bom planejamento, o monitoramento deve ser constante. O alerta é do pesquisador e professor do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Silvestre Belletini. Ele compartilhou o conhecimento com produtores do Mato Grosso do Sul e das regiões Norte e Oeste do Paraná, durante jornada técnica promovida pela Syngenta em março. 

Segundo o professor, realizar o preparo do solo, usar sementes tratadas e fazer a amostragem da presença dos insetos na lavoura são três tarefas essenciais a serem cumpridas pelo agricultor. “O ideal é identificar e fazer o manejo químico na fase inicial de desenvolvimento da lagarta, quando ela tem menos de 1 cm, para evitar grandes picos de infestações”, diz Belletini. 

Estudos da Embrapa indicam que uma lavoura infestada pela Spodoptera pode perder mais de 30% da produção. A lagarta-do-cartucho tem grande potencial reprodutivo, mais de 100 plantas como hospedeiras e pode atacar em qualquer estádio da cultura. “O grau de perda está associado à desfolha e à redução no número de plantas. Na forma como ataca, rente ao solo, a lagarta pode derrubar a planta inteira e comprometer significativamente a produtividade”, afirma Jairo Luiz Oliveira, DTM da Syngenta.

Outra característica da lagarta-do-cartucho é atacar as espigas em formação, o que afeta o formato dos grãos. “É uma praga bem agressiva e que tem impactado também outras culturas, como soja e algodão”, diz Oliveira. O técnico destacou a importância do monitoramento. “Quando há de 15% a 20% de plantas raspadas, no nível três da escala de controle, é recomendada a aplicação do inseticida”, afirma.

Controle no momento certo

Segundo Oliveira, hoje as primeiras gerações de biotecnologias estão apresentando a cada safra uma grande redução de performance de controle, sendo necessário o manejo químico."Basicamente, as únicas tecnologias que estão apresentando controle eficiente são a base da proteína VIP3A, da Syngenta, presentes nos híbridos Viptera e a Leptra", diz. 

Belettini concorda e reforça a necessidade do monitoramento. “Não acredito em aplicação sem amostragem. Nem em controle sem informação. O uso do inseticida é indicado com o aumento populacional. É a forma mais garantida para evitar desperdícios e combater pragas em todas as fases da cultura”, afirma. 

A recomendação da Syngenta é pela aplicação foliar do Ampligo. “O produto possui uma combinação de diferentes grupos químicos que permite contornar o problema”, explica Oliveira. 

Contato direto com o produtor

A jornada que levou informações essenciais sobre o controle da lagarta-do-cartucho foi promovida em março pela Syngenta. Na região oeste do Paraná, cerca de 50 pessoas, entre equipe técnica e produtores, acompanharam a ação. “Essa orientação direta sobre o tema ajuda a formar multiplicadores para disseminar conhecimento, ainda mais neste ano, quando o agricultor atrasou o plantio, o que pode favorecer o surgimento de pragas”, diz Bruno Monção, líder de marketing da Syngenta no oeste do Paraná. 

Já no Mato Grosso do Sul, a jornada técnica reuniu um público de 90 pessoas, em quatro eventos. “Em um cenário no qual a biotecnologia não resolve todos os tipos de infestações, o produtor, que estava acostumado a esse controle, tem poucas orientações na hora de realizar o manejo químico”, afirma Cláudio Zuntini, líder de marketing da Syngenta no Mato Grosso do Sul. Ele reforça a importância do contato direto do pesquisador. “Isso oferece credibilidade e conhecimento para que o agricultor faça a melhor escolha e tenha maior produtividade no campo”, diz. 

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VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!