La Niña não afeta lavouras no início do ano, diz meteorologista

Segundo Marco Antônio dos Santos, clima é favorável até o início de fevereiro, com chuvas dentro do esperado

18/01/2018 14:23:46

Atualizado:

22/01/2018 16:40:02

 

Apesar de previsto pelos principais institutos de meteorologia do país e do exterior, o La Niña não terá grande influência no clima nos primeiros três meses do ano. A previsão é do agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima. O fenômeno, que consiste no resfriamento fora do normal da superfície das águas do Oceano Pacífico, tem impacto sobre o regime de chuvas no Brasil. Quando instalado, o fenômeno reduz as precipitações na região Sul e aumenta o volume de chuvas no Norte e Nordeste.

No entanto, o La Niña não tem se configurado dentro do esperado, de acordo com a análise do especialista. “A atmosfera responde com a presença dele, mas de forma muito fraca, o que não traz problemas para o produtor. As condições são favoráveis e devem permanecer desta forma”, afirma Santos. Ele aconselha agricultores do Paraná e do sul de São Paulo para que dobrem a atenção para algum problema na colheita por conta das chuvas na região, mas dentro do esperado.

Uma das principais consequências do La Niña na região Sul, por exemplo, é o aumento do risco para estiagem ao longo do verão, especialmente no Rio Grande do Sul. “No entanto, isso não ocorre hoje. Com uma incidência forte do fenômeno, estaríamos agora em um período de estiagem nesta área, o que não está sendo observado”. A tendência é que o La Niña seja mais fraco do que os registrados nos anos de 2010 e 2012. 

Previsão para os próximos 15 dias

As condições climáticas serão favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em todo o Brasil nos próximos 15 dias. De acordo com o agrometeorologista, são esperadas chuvas dentro do esperado nos próximos cindo dias – de 17 a 22 de janeiro - nas regiões Sul e Sudeste, do Rio Grande do Sul até o sul de Minas e também no sul de Goiás e na região oeste do Mato Grosso, Pará, Maranhão e Rondônia. Já nos estados de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, além do oeste da Bahia e no sertão nordestino, a tendência é de que não chova ou ocorram poucas chuvas no período.

A partir do início da próxima semana e até o final do mês – de 22 a 31 de janeiro – as chuvas vindas da Argentina diminuem nas regiões Sul e Sudeste e têm maior incidência no Mato Grosso, Goiás e Mapitoba. Segundo o agrometeorologista, as condições gerais do período favorecem, com um período de estiagem e depois precipitações mais fortes nas regiões, a colheita da soja e o plantio da segunda safra do algodão e milho. “Em fevereiro, as chuvas continuam no ritmo esperado”, afirma Santos.

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+E-book apresenta perspectivas climáticas para a safra 2017/18

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