Mancha branca pode causar problemas para produtores de todas as regiões

Alta umidade propicia o surgimento do patógeno, que pode causar perdas de até 60% na lavoura, segundo a Embrapa

20/06/2018 14:04:29

Atualizado:

21/06/2018 09:26:32

 

Produtores que cultivam o milho safrinha devem ficar atentos à infestação da mancha branca (Phaeosphaeria maydis), considerada a principal doença foliar do milho e que pode causar impactos de até 60% na lavoura, segundo estudos da Embrapa.

Condições climáticas, como temperaturas amenas (de 15 a 20°C) e alta umidade relativa do ar, são favoráveis ao surgimento do patógeno em praticamente todas as regiões de plantio do Brasil.

Os plantios tardios propiciam uma maior severidade da doença devido à ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento, quando as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno. A fase inicial da doença é caracterizada pelo surgimento de manchas verde-escuras, de aspecto encharcado, espalhadas pela superfície foliar.

As lesões têm um aspecto circular, de até dois centímetros de diâmetro, bem visíveis, nas folhas iniciais e na época do florescimento. Em alguns casos, segundo estudo da Embrapa, essas lesões podem ser observadas em cultivos com até 40 dias e atingir a planta por completo.

Os sintomas são mais severos após o pendoamento e podem ser vistos também na palha da espiga. A disseminação ocorre pelo vento e por respingos de chuva. A mancha-branca-do-milho pode causar sérios danos ao processo de enchimento dos grãos, com seca prematura da planta, redução do ciclo e quedas acentuadas no tamanho e peso.

Manejo adequado

A estratégia de manejo adequado inclui o uso de  híbridos tolerantes e o plantio na época adequada. Quando necessário, o controle químico pode ser feito com a aplicação foliar de fungicidas.

A aplicação para tratamento da cultura deve ser realizada conforme orientação técnica, com produtos registrados para a cultura. A Syngenta possui em seu portfólio o Priori Xtra e o Score Flexi para o controle das principais doenças no milho, inclusive a mancha-branca. “A combinação dos produtos, com duas aplicações foliares, propiciam maior efetividade para o manejo da doença e maior retorno sobre o investimento”, explica Henrique Mourão, gerente de produtos da companhia.

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