Maturadores multiplicam lucros da cana nas regiões Norte e Nordeste

Tecnologia permite ao agricultor levar mais açúcar para a indústria, o que significa maior retorno financeiro

06/02/2018 15:43:01

Atualizado:

06/02/2018 15:53:19

 

A colheita de cana-de-açúcar nas regiões Norte e Nordeste termina agora em março, mas a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já registra resultados superiores à última safra. Segundo a entidade, as duas regiões juntas devem fechar 2017/2018 com 49,58 milhões de toneladas de cana, o que significa aumento de produtividade de 10,9% em comparação ao período anterior.

Numa região que normalmente sofre com a seca, o clima chuvoso atípico do último ano foi determinante para o bom desempenho. Mas se a umidade favorece a produção e a qualidade da cana e até a preservação da socaria (broto que, quando conservado, volta a crescer após o corte), o excesso de chuvas reduz consideravelmente a concentração de açúcares na planta e faz cair o chamado índice ATR (Açúcares Totais Recuperáveis).

É aí que entra a importância do uso de maturadores, como o Moddus, da Syngenta. O regulador de crescimento possibilita aos produtores tirar o melhor proveito da safra, já que estimula a planta a acumular açúcar em seus colmos mesmo enquanto vegeta.

A tecnologia permite ao produtor levar mais açúcar para a indústria, o que significa maior retorno financeiro. “Entregar um lote de cana-de-açúcar rico em ATR à usina é vantajoso porque o preço da cana é uma variável entre a quantidade e a qualidade da safra. Quanto maior o índice ATR, maior é o retorno financeiro do produtor”, explica Thaís de Pinho Magalhães, representante técnica de vendas da Unidade Leste.

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Na Usina Bom Jesus – localizada em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, e uma das adeptas do protocolo Moddus –, a média de tonelada de cana por hectare (TCH) foi de 67,07 nas 11 áreas maturadas que, juntas, compreendem 517 hectares. O incremento foi de 9,6044 Kg de ATR/tonelada de cana.

Já a Usina Central Olho D´Água, de Camutanga (PE), registrou rendimento médio de 71,42 TCH para uma área de 625 hectares, com extração de caldo de 90%. O incremento foi de 8,4 kg de ATR/ton em relação à testemunha.

De acordo com Thais, o retorno vale o investimento. “O ATR é uma medida em quilos (ATR=1kg) e o valor de referência do produtor é sempre o preço do kg ATR estipulado pelo mercado no mês que ele negociou a cana. É assim que ele faz o comparativo”, explica.  A usina Olho D´Água, por exemplo, teve retorno de R$ 3,54 para cada R$ 1,00 investido na aplicação de Moddus. Os dados comparativos são da União dos Produtores de Bioenergia (UDOP Pernambuco) em setembro de 2017, mês em que a usina vendeu açúcar com o Kg ATR taxado em R$ 0.7015.

No caso da Bom Jesus, que negociou o açúcar em dezembro de 2017, o lucro foi ainda maior: com o kg ATR valendo R$ 0.6737 (UDOP Pernambuco), a usina lucrou R$ 4,01 por tonelada de cana a mais do que a média colhida na região sem o uso de maturadores.

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Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!