Nematoide do cisto, um dos principais parasitas da soja

Estratégia de manejo do nematoide inclui série de ações, entre elas, o tratamento de sementes com produtos químicos e biológicos

10/08/2018 15:02:43

 

O problema com nematoides no Brasil é crescente, especialmente no cerrado, onde há o cultivo intenso e sucessivo de soja, milho e algodão, sistema que favorece o aumento da população de nematoides. Eles causam prejuízos de R$ 35 bilhões ao ano para o agronegócio brasileiro, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN). Apenas na produção de soja, as perdas são estimadas em R$ 16,2 bilhões.

Entre as várias espécies que causam perdas, uma das principais é o nematóide do cisto – NCS (Heterodera glycines), que tem inviabilizado áreas extensas e reduzido drasticamente a produtividade da soja. O nematoide de cisto da soja foi detectado no Brasil pela primeira vez na região do cerrado, no início da década de 90, segundo informações da Embrapa. Ele  penetra nas raízes da planta e dificulta a absorção de água e nutrientes, reduzindo o número de vagens e afetando a produtividade.

Os sintomas aparecem em reboleiras e, em muitos casos, as plantas acabam morrendo. O sistema de raízes fica reduzido e infestado por minúsculas fêmeas do nematoide. “As estratégias de controle incluem resistência genética, rotação de culturas, tratamento de sementes com produtos químicos e biológicos, além da implementação de medidas preventivas, como por exemplo, a limpeza das máquinas agrícolas e o controle eficaz das plantas daninhas”, explica Lucio Lemes, gerente de DTM do Seedcare, da Syngenta.

Produzir soja diante deste cenário é desafiador, mas não impossível para quem busca maneiras corretas e eficientes. “Este é um problema que antes não era comum, mas que hoje tem sido bastante discutido, pois já é fácil encontrar mais de uma espécie de nematóide na mesma área. Além disto, o custo de produção aumentou nos últimos anos e portanto tem sido maior o desafio para elevar a produtividade por área”, completa Lemes.

Manejo com nematicida

Composto por uma bactéria, conhecida como Pasteuria nishizawae, uma das quatro espécies pertencentes ao gênero Pasteuria (parasita natural de nematóides), o Clariva é o único nematicida biológico que controla o nematóide do cisto. Ele é reconhecido cientificamente há mais de 50 anos como agente biológico e passou a integrar recentemente o portfólio de tratamento de sementes da Syngenta.

O Clariva age ao prevenir a penetração do nematóide do cisto na raiz da soja, reduzindo a sua reprodução. Os esporos da bactéria aderem à cutícula do nematóide e emitem um tubo germinativo para dentro do seu corpo. Isso faz com que, após a penetração, a bactéria se reproduza no corpo do nematóide. Assim, há redução da vitalidade e, por consequência, controle do parasita.

Junto com o Clariva, que protege a planta na fase em que ela mais precisa, a Syngenta sugere a combinação de ferramentas de controle com o uso do Epivio Vigor, um bioestimulante que prepara a planta para enfrentar, com um sistema radicular mais forte, condições edafoclimáticas adversas. “Essa combinação permite um bom estabelecimento da cultura, melhor uniformidade da lavoura e ganhos expressivos, ano após ano”, diz Lemes.

A solução para o controle eficaz e duradouro dos nematoides de cisto por meio desta combinação entre Clariva e Epivio levou em conta estudos e o suporte técnico de um grupo formado por especialistas (nematologistas) da Syngenta e de diferentes instituições de pesquisa.

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Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!