Novo híbrido de repolho é resistente à podridão negra

Híbrido Mavunor, resistente à bactéria causadora da podridão negra, tem ainda características como precocidade e possibilita o adensamento das plantas e fechamento de cabeça

05/12/2018 15:48:23

Atualizado:

05/12/2018 18:34:06

O repolho é cultivado ao longo do ano inteiro, em todo o Brasil. No verão, devido às altas temperaturas e clima chuvoso, o ambiente é propício ao surgimento de doenças. Entre as doenças, a que mais preocupa os agricultores é a podridão negra (Xanthomonas campestris pv. campestris).

“O clima brasileiro, tropical, é favorável ao surgimento e proliferação da bactéria causadora da podridão negra. Temperaturas entre 28⁰ e 30⁰ propiciam a condição ideal para o desenvolvimento dela. Com a chuva, os pingos batem em folhas de repolho infectadas e disseminam a bactéria pela lavoura”, explica Alecio Schiavon, gerente de produtos Hortifrúti da Syngenta.

Há outros fatores favoráveis à Xanthomonas. Por exemplo, a adubação com nitrogênio em excesso torna os tecidos das folhas do repolho tenros e facilita a entrada da bactéria. “A irrigação mal regulada, em exagero, também acaba funcionando da mesma forma da chuva: favorece e dissemina a doença”, diz Schiavon.

Ainda segundo o gerente da Syngenta, outras culturas são afetadas pela podridão negra. “Se o agricultor plantou em algum momento couve-flor ou brócolis e já colheu, ele tem de destruir os restos culturais. Ele não pode deixar esses antigos plantios abandonados perto da cultura de repolho, já que eles podem ser fontes de transmissão da doença”, afirma Schiavon.

Para minimizar os problemas causados pela podridão negra, no entanto, a melhor solução é a prevenção, com o plantio de híbrido resistente à doença. A opção no portfólio Syngenta é Mavunor, há cerca de dois anos em uso na Europa e lançado em agosto passado no Brasil.

A podridão negra pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta. É caracterizada por lesões amarelas, em forma de “V’, com o vértice voltado para o centro da folha. Com o desenvolvimento da doença, as folhas ficam amarelas e podem se subdesenvolver, necrosar e ficarem murchas, além de sofrer com queda prematura e apodrecimento das plantas afetadas. Os vasos das folhas, ramos e raízes podem tornar-se negros.

“Se a podridão negra for severa, o produtor não vai conseguir sequer colher. Há registros na literatura agronômica que a doença pode afetar o plantio inteiro, causar 100% de perda de produtividade. Mavunor, então, com uma genética nova no mercado e com preço muito competitivo, é uma ferramenta resistente à podridão negra que pode tornar-se uma grande aliada do agricultor”, diz Schiavon.

Além dessa resistência, Mavunor tem outras ótimas características, como a precocidade. O ciclo desta variedade é, em média, uma semana mais curto que o padrão standard de mercado. “Se o repolho se desenvolve mais rápido, ele requer menos tempo de trabalho do agricultor, menos tempo de ocupação da terra e menor consumo de insumos”, explica Schiavon.

Mavunor possibilita, ainda, o adensamento de plantas. Como a genética do híbrido gera plantas com as primeiras folhas mais curtas, menos volumosas, as plantas não encostam uma nas outras, não competem. Isso resulta na capacidade de ter mais plantas por área.

Outro diferencial é o fechamento de cabeça: o repolho desenvolvido é bem cheio, sem espaços vazios (ar) no interior dele. Ou seja, repolho sem vazio, tem mais volume preenchido e, assim, pesa mais.

Agricultores que já utilizaram Mavunor recomendam o híbrido. Veja abaixo os depoimentos em vídeo com a opinião de quem mais entende de repolho, os próprios produtores:

+Proteção contra a principal bactéria do repolho - episódio 1

+Proteção contra a principal bactéria do repolho - episódio 2

+Proteção contra a principal bactéria do repolho - episódio 3
 

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