Produtores de cana ganham R$ 25 para cada R$ 1 investido

Investir R$ 1,00. Ganhar R$ 25,00. Esse foi o resultado obtido por produtores que apostaram no maturador Moddus

17/01/2018 14:26:01

Atualizado:

22/01/2018 16:39:02

 

“O preço da cana-de-açúcar é uma variável que resulta da quantidade e da qualidade da cana produzida. Quanto mais açúcar, mais valiosa é a cana. A concentração de açúcar total recuperado, o chamado ATR, é medida numa escala em quilos. Por exemplo, a tonelada de cana com ATR = 1 kg vale R$ 0,57 (cotação em 12 de janeiro de 2018). A cana que alcance ATR = 120 kg vale R$ 68,40 a tonelada”, explica Leonardo Pereira, gerente de Cultura Cana-de-Açúcar da Syngenta. “Por isso, assegurar que, na hora da colheita, a cana alcance o maior índice de ATR possível é garantir o melhor retorno para o produtor”, afirma.

O ciclo da cana, naturalmente, estabelece períodos de maior ou menor concentração de açúcar. O começo e o fim do ano, com temperaturas mais altas e chuva abundante, são os momentos em que a cana cresce, absorvendo maior quantidade de água, o que dilui a sacarose (açúcar presente na planta). No meio do ano, com o inverno, temperaturas baixas e menos chuvas, o estresse provoca a concentração do índice de açúcar na cana. 

 “A colheita, no entanto, começa em março/abril, quando, pelas condições climáticas, a cana está com o açúcar mais baixo, continua pelo período onde a cana alcança o máximo da concentração de açúcar e prossegue até o final do ano, quando o nível de açúcar volta a cair por causa das chuvas. Por isso, de 40% a 45% da cana no Brasil hoje deveria ser maturada, pois é colhida em períodos de alta temperatura e abundância de água e tem o índice de ATR comprometido”, diz Pereira.

 O uso do maturador visa justamente a assegurar níveis de ATR mais altos num período em que ele estaria baixo. “O maturador funciona estressando a cana artificialmente, ou seja, engana a cana, fazendo que ela aumente a concentração de açúcar”, afirma o técnico da Syngenta.

Noventa e duas usinas que participaram em 2017 do desafio Multiplicação, promovido pela Syngenta para melhor conhecer os efeitos do maturador Moddus, aceitaram usar o produto numa época em que normalmente não o aplicariam e fazer o acompanhamento da lavoura.

Os dados obtidos foram enviados à Canaplan, consultoria independente que consolidou as informações fornecidas por usinas de todo o Centro-Sul do país e gerou relatórios com o retorno financeiro obtido em cada área monitorada. 

Os participantes do Multiplicação registraram ganhos médios de 5,5 kg de ATR por tonelada nas áreas em que a cana foi tratada com Moddus, áreas estas que, devido ao manejo das usinas, não receberiam maturadores. “A conclusão foi que, para cada R$ 1,00 investido na aplicação de Moddus, o produtor teve R$ 25,00 de retorno, graças ao melhor nível de ATR obtido pela cana enviada às usinas”, diz Pereira.  

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