Pulgão do algodoeiro: reprodução rápida exige atenção do produtor

Inseto surge na fase de germinação e pode migrar rapidamente para outras plantas

12/12/2017 13:33:23

Atualizado:

22/12/2017 10:44:41

 

Com capacidade de reprodução muito rápida, feita sem necessidade de participação do macho, o pulgão (Aphis gossypii) é uma das principais pragas do algodoeiro e surge logo após a germinação.  Em um curto período de dez dias, uma fêmea adulta pode originar cerca de cem novas formas da espécie. Segundo informações da Embrapa, a estimativa é de que pulgão cause perdas de 10% a 15% na produtividade na cultura.

Uma das características do inseto é a migração para outras plantas em um curto espaço de tempo. Quando a população cresce de forma intensa e falta alimento, os pulgões desenvolvem asas e se espalham pela lavoura formando novas colônias.

Situações de estresse climático, como falta de chuvas e altas temperaturas, ajudam na reprodução rápida. “As infestações mais expressivas acontecem entre 30 e 70 dias de idade do algodoeiro. É preciso monitoramento constante para identificar novas colônias, por conta da propagação rápida”, diz o pesquisador da Embrapa Algodão, José Ednilson Miranda.

Na forma adulta, os pulgões têm colorações que vão do amarelo-claro ao verde-escuro. Eles se alimentam da seiva do algodoeiro e têm como habitat folhas e brotos. Ao picarem a planta, causam o encarquilhamento das folhas e a deformação da planta, aspectos fáceis de serem identificados.  Os insetos expelem também um líquido açucarado que atrai formigas e favorece o surgimento da fumagina, um fungo escuro que muda o aspecto do algodoeiro e provoca sua desvalorização.

Como combater

A melhor forma de evitar a proliferação do pulgão é o monitoramento correto desde o início do plantio e o manejo químico com inseticida logo que aparecem os primeiros sintomas da praga. O produtor deve manter o controle até o final da infestação.

Os produtos Actara e Polytrin são alternativas da Syngenta para o controle dessa praga, assim que surgem os primeiros sinais de infestação. “Deve-se manter o monitoramento logo em seguida, por conta da rápida reprodução, voltando a aplicar os produtos caso ocorram novas infestações”, afirma o gerente de Marketing, Algodão e Culturas Locais da Syngenta, Wagner Janjacomo.

Eliminar as plantas hospedeiras do inseto na área de cultivo também ajuda a interromper o ciclo biológico das pragas. “Com o manejo químico correto, o algodoeiro mantém todo o potencial produtivo e o aspecto, com valorização final na colheita”, diz Janjacomo.

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