Sementes piratas: uma economia que não compensa

Uso de sementes ilegais e de procedência desconhecida implica prejuízos ao agricultor

25/04/2018 15:32:33

 

A pirataria de sementes representa perdas anuais de R$ 2,5 bilhões para o agronegócio brasileiro, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). Estima-se que aproximadamente um terço da safra de soja no país seja cultivado com sementes ilegais, de acordo com a entidade.

Sementes piratas são aquelas vendidas no mercado informal, sem certificado de origem e validade. Normalmente, são comercializadas entre os próprios produtores ou por fornecedores descredenciados e falsificadores. “É um grande risco para o agricultor optar por uma semente sem a certeza de que passou por testes de qualidade fisiológica ou foi produzida de maneira correta”, diz Alecio Schiavon, gerente de produtos da Syngenta.

A compra de sementes ilegais pelo agricultor geralmente acontece por falta de conhecimento, facilidade de acesso ou redução nos custos de produção. Mas como essas sementes piratas não atendem os critérios necessários para garantir uma boa produtividade, a escolha acaba resultando em prejuízos. “Os riscos fitossanitários são altos. Sem conhecer a procedência, o produtor pode acabar plantando uma cultivar diferente da que lhe foi vendida”, diz o secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), Leonardo Machado.

Para combater o problema, a principal recomendação ao agricultor é optar por sementes de qualidade e de procedência conhecida. O agricultor deve tratar a semente como um importante investimento. De acordo com Alecio Schiavon, a semente de hortaliça representa 8% a 10% do custo de produção. Na expectativa de fazer economia, o produtor pode recorrer a uma semente comum, retirada da própria colheita, ou adquirida de um fornecedor vizinho.

No entanto, segundo o gerente de produtos, a conta chega ao final, com uma safra que pode estar comprometida por pragas e doenças, baixa produção e perda de qualidade. “Uma melancia plantada com semente ilegal, por exemplo, pode ter tamanho desuniforme do fruto, ausência de sabor, casca mais fina e coloração pálida da polpa, fora do padrão. Com isso, o produtor perde na quantidade, qualidade, sendo prejudicado na negociação e consequentemente na sua rentabilidade”, diz Schiavon.

Menos investimentos

A pirataria de sementes também reduz o incentivo à pesquisa para o desenvolvimento de novas cultivares e tecnologias. Com menos investimentos, os avanços produtivos da agricultura podem ser reduzidos a cada safra. “Temos nos empenhado para cobrar uma legislação mais rígida. Se o índice de pirataria continuar crescendo, as empresas não terão estímulo para investir em pesquisas no Brasil”, diz Machado, da Abrass. A associação apoia ainda outras medidas, como criar programas de educação e esclarecimento sobre os malefícios da pirataria, com mais informações ao produtor.

Para escolher o híbrido com maior segurança, o produtor deve pesquisar e dar preferência a revendas credenciadas ou grandes empresas consolidadas no mercado. A Syngenta oferece soluções completas para grandes culturas, como milho, soja e hortaliças, a partir de grandes investimentos em tecnologia no processo produtivo e no desenvolvimento de novos produtos. “A compra da semente é uma das fases mais importantes do cultivo e a escolha certa faz toda a diferença”, diz Schiavon.

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VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!