Os perigos da superdosagem para quem trata sementes na fazenda

Escolha pode fazer com que a semente perca a eficiência no controle de pragas e doenças, além de colocar em risco a saúde de quem manipula os produtos

27/11/2018 17:06:47

Atualizado:

30/11/2018 11:19:19

O tratamento de sementes on farm, aquele feito na fazenda e diretamente pelo produtor, nem sempre conta com os padrões de qualidade e a dosagem necessária para garantir a máxima produtividade na lavoura. Sem o suporte de institutos especializados, a quantidade de produtos aplicada na semente pode ser até mesmo superior. E ao contrário do que se pode pensar, isso não é uma vantagem.

É a chamada superdosagem. Uma quantidade maior de defensivos na semente não traz benefícios, como a garantia de maior proteção. É a segurança da dose certa que vai ajudar no controle de pragas e doenças, por meio da distribuição uniforme dos defensivos, sem falhas de cobertura e reduzindo a necessidade de aplicações complementares.

Mais gastos e menos segurança

Quem opta pelo tratamento na fazenda, mesmo com o uso de equipamentos considerados de ponta, pode ter mais gastos e ainda comprometer a produtividade, já que há menor garantia de eficiência, com danos na semente e na sua fisiologia. A escolha ainda coloca em risco a segurança de quem manuseia os produtos químicos, já que muitas vezes a manipulação é feita em ambientes fechados e sem os equipamentos de proteção adequados.
 
Por isso, no tratamento de sementes, a dosagem correta é fundamental. “Para obtê-la é necessário contar com equipamentos adequados, profissionais capacitados, manipulação correta e uma série de fatores que garantem a proteção contra pragas e doenças já no início”, afirma o gerente de Campanhas e Marketing de Tratamento de Sementes da Syngenta no Cerrado, João Nunes.

Entre outros problemas, além dos gastos desnecessários e a falta de segurança e eficiência no controle de pragas e doenças, a superdosagem pode causar a perda da viabilidade das sementes através da fitotoxidez, ou seja, a concentração excessiva do ingrediente ativo nas plantas. “Isso pode fazer com que as espécies não consigam absorver os produtos de forma correta, o que atrapalha o seu desenvolvimento”, diz Nunes. 

Pesquisa e conscientização

A Syngenta fez testes de análise, em laboratórios especializados, das sementes tratadas na fazenda e coletadas diretamente junto aos produtores. Em uma das etapas, comparou os resultados com as sementes tratadas industrialmente, inclusive com a realização do plantio em áreas separadas.  “Identificamos uma superdosagem média de 40% nas sementes tratadas na fazenda”, explica Nunes. “O maior receio do produtor é achar que as sementes tratadas industrialmente vêm com uma dosagem inferior, o que não é verdade”, completa.
 
Os resultados reforçaram a preocupação da Syngenta em atuar na conscientização dos produtores. Para comprovar as vantagens do tratamento de sementes industrial, a empresa promoverá, a partir de dezembro, a Campanha Dose Certa. 

A iniciativa contará com orientações no campo por meio de técnicos especializados e a distribuição de materiais como cartilhas e folders com os comparativos entre esse tipo de tratamento e o realizado na fazenda. “A informação e o comparativo são primordiais para a tomada de decisão em uma etapa-chave do cultivo, quando a planta está mais suscetível ao ataque de pragas e doenças que podem comprometer toda a lavoura”, explica Nunes.

Instituto Seedcare

O tratamento industrial com alta tecnologia evita danos fisiológicos na semente, já que a qualidade é testada por uma equipe especializada em análises. Localizado em Holambra (SP), o Instituto Seedcare da Syngenta é um exemplo de onde essa prática é feita com eficiência. No local, são desenvolvidos estudos de compatibilidade e testes químicos em sementes tratadas, mais amplos do que na fazenda. O Seedcare é parte essencial da estratégia PAS da companhia, que tem o objetivo de oferecer ao agricultor uma experiência única em proteção, por meio de Produtos, Aplicação e Serviços.

No tratamento feito na fazenda, além da indústria que desenvolve o maquinário não existe nenhum responsável por atestar as especificações nas instalações. Já no Seedcare todos os projetos são avaliados e homologados por engenheiros e técnicos especializados da Syngenta, o que garante mais segurança ao produtor.

O Seedcare possui um Laboratório de Qualidade Assegurada. Através de análises químicas (cromatografia líquida de alta precisão – HPLC), a unidade faz a determinação da dose dos produtos presentes em amostras de sementes tratadas por empresas, com o objetivo de avaliar a conformidade com as receitas desenvolvidas.

Comodidade e rentabilidade no final

No TSI ainda são usadas máquinas com tecnologia de ponta que garantem uma excelente distribuição e recobrimento do produto em todas as sementes, de maneira muito uniforme, sem precisar usar altos volumes de calda nem expor as sementes à agitação excessiva, o que prejudica o seu vigor e germinação. Com a dose correta, ao invés da superdosagem, cada semente carrega a quantidade de ingredientes ativos que vai proporcionar a máxima proteção.

A Syngenta disponibiliza entre outras opções em seu portfólio o Fortenza Duo, com efeito residual prolongado contra pragas abaixo e acima do solo, como as lagartas de difícil controle, e também de menos chances de um estande com falhas e de áreas com perda foliar. É o mais poderoso tratamento de sementes disponível ao agricultor, sem gastos extras e com máxima produtividade.
 

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