Temperatura mais alta acende alerta sobre incidência do bicho mineiro no café

Inverno registrou temperaturas mais quentes, o que reforça a importância do manejo adequado contra uma das principais pragas que atacam o cafeeiro

21/09/2018 13:43:04

Atualizado:

21/09/2018 13:44:04

 

O registro de temperaturas mais altas entre maio e agosto, ao invés do esperado frio intenso, acendeu o alerta dos produtores de café para uma praga que tem incidência maior neste tipo de clima: o bicho mineiro. “As temperaturas baixas até vieram, mas com pouca intensidade. E o calor e a baixa umidade relativa do ar são condições para que o inseto tenha forte presença na lavoura”, explica Willie Cintra, DTM (Desenvolvimento Técnico de Mercado) de café da Syngenta.

O alerta vale principalmente para regiões mais quentes como o cerrado mineiro, norte de Minas Gerais e Bahia, tradicionais produtores do café. “O aumento significativo da temperatura média favoreceu o aumento da pressão de bicho mineiro em plena colheita e pode ter influência agora, no início da próxima safra”, explica Cintra, que ressalta o impacto direto que isso pode causar na produtividade.

Perdas de até 50% na lavoura

O bicho mineiro (Leucoptera coffeella) é uma das principais causas de prejuízos às lavouras de café arábica no país. De acordo com informações da Embrapa, ele tem a capacidade de reduzir a produção do cafezal em 50%, se não for controlado de forma eficiente.

Antes de se transformar em mariposa, o bicho mineiro passa pela fase de lagarta, que se alimenta das folhas do cafeeiro, fazendo uma galeria ou mina, onde se aloja e se desenvolve. As larvas se alimentam da parte central dessas folhas, formando minas. Daí seu nome popular: bicho mineiro

O ataque da praga provoca grande queda de folhas. No interior delas, as larvas se desenvolvem até emergirem em fase de pupa. Em menos de um mês, uma nova geração de mariposas eclode, e tudo começa novamente.

Manejo adequado

Para lavouras com incidência de bicho mineiro com até 5% de minas ativas (ou seja, com a presença de larvas vivas) a orientação é entrar com a aplicação de um inseticida foliar para controlar a infestação que já está instalada na lavoura.

A Syngenta possui, em seu portfólio, o Voliam Targo, que protege contra o inseto sem deixar resíduos no grão de café. A orientação é aliar a pulverização junto com a aplicação de Priori Top já que estamos no momento da florada. “A aplicação correta protege a folha do café do ataque do bicho mineiro. Com esse escudo, o produtor garante melhor enfolhamento e pegamento de frutos”, diz.

Se o ataque estiver intenso, com presença de mariposas no baixeiro da planta, inclusive nas folhas que estão no solo e mais que 5% de minas ativas, a orientação é soprar essas folhas do solo imediatamente para o meio da rua e trinchar. “Depois, deve-se realizar a pulverização com Curyom para diminuir a pressão da praga, e se necessário adicionar um produto com ação ovicida. Após 15 a 20 dias, fazer a aplicação de Voliam Targo”, para garantir um longo residual, explica Cintra.

O ciclo de vida do bicho mineiro é extremamente curto, e em vinte dias uma nova geração da praga nasce. “A aplicação de Voliam Targo será necessária nas duas situações, já que a solução possui longo residual de controle. Com o manejo químico correto, o cafezal estará protegido do ataque da praga”, completa.

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Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!