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Bicho-mineiro preocupa cafeicultores no Cerrado

Falta de chuvas e altas temperaturas favorecem a infestação da praga e o uso de soluções que ofereçam amplo espectro de ação é assertivo para o manejo antirresistência

Publicado 21-07-2020 17:36:08

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Bicho-mineiro preocupa cafeicultores no Cerrado

Os cafeicultores do Cerrado Mineiro estão atentos ao aumento da incidência de um velho conhecido nas lavouras de café: o bicho-mineiro (Leucoptera coffeella). Considerada a principal praga do cafeeiro no Brasil, a lagarta dessa pequena mariposa branco-prateada pode devastar o cafezal, causando perdas de mais de 70% de produtividade.

De difícil controle, a infestação do bicho-mineiro causa a queda das folhas de café e compromete a capacidade fotossintética das plantas, atingindo diretamente o rendimento da safra colhida.

Nesse novo ano agrícola, a praga apareceu de forma generalizada em todas as regiões cafeeiras de arábica do Brasil, em especial nas mais quentes e de alta pressão, o que inclui o Cerrado Mineiro.

“O período pós colheita seco associado às altas temperaturas aceleram o ciclo de vida do bicho-mineiro. Com isso, a praga desenvolve várias gerações num curto espaço de tempo, dificultando as estratégias de controle”, observa Paulo Azevedo, engenheiro agrônomo da Syngenta.

Monitorar a área e entender os picos de infestação, bem como as medidas de controle existentes estão entre as estratégias para o produtor rural proteger sua lavoura.

Perdas: bicho-mineiro pode causar desfolha intensa

Com um ciclo evolutivo que pode variar entre 9 e 40 dias, de acordo com as condições climáticas, a lagarta do bicho-mineiro causa lesões nas folhas, deixando um vazio entre as duas epidermes, as populares “minas”.

Essas lesões diminuem a área fotossintética e, em altas infestações, podem levar à grande desfolha que, quando acontece na pós colheita, causa danos irreversíveis para a safra seguinte.

Isso porque o cafeeiro perde a sua principal matriz energética, exigindo que as reservas que seriam destinadas ao pegamento das flores sejam usadas para formação de novas folhas.

De acordo com Paulo Azevedo, mesmo durante a época da colheita tem se verificado a alta incidência da praga, o que torna inviável a adoção de práticas de controle como a pulverização das lavouras, por exemplo.

Por isso, a orientação é de uma ação rápida e precisa.

“O conhecimento das fases do ciclo de vida da praga (ovo, lagarta, pupa e mariposa) são fundamentais para o monitoramento e escolha da estratégia de manejo a ser adotada”, disse.

Controle da pupa e assepsia

Nas áreas onde o nível de pupa é muito alto, é indicado que o combate seja feito por meio do manejo cultural.

Entre as recomendações está a utilização do manejo mecânico, que consiste em soprar as folhas com pupas que estão embaixo da planta para o centro da linha e passar a trincha, eliminando a possibilidade de um novo ciclo de mariposas.

Outra medida considerada importante é a assepsia, que consiste em manejar as pulverizações de inseticidas para diminuir o número de mariposas e ovos depositados sobre as folhas sem proteção.

Bicho-mineiro: a hora de ganhar o jogo é agora

A combinação dos métodos de controle do bicho-mineiro é um diferencial muito grande no combate à praga. O programa Praga Zero, da Syngenta, visa proporcionar o manejo antirresistência com o uso diferentes grupos químicos e modos de aplicação, garantindo o controle da praga e a produtividade das plantas.

A combinação dessa tecnologia com a orientação técnica adequada coloca à disposição dos cafeicultores as condições necessárias para agir no momento certo.

“Muitas vezes, o cafeicultor acredita que está tudo certo, ‘deixando para depois’ com a falsa sensação que a praga está controlada. Porém, é nesse momento que perde a batalha contra o bicho-mineiro”, disse Paulo Azevedo. “A hora é agora! O controle tem que ser efetivo e rápido, caso contrário, pode ser tarde demais”, alertou o engenheiro agrônomo da Syngenta.           

Parte do programa Praga Zero, o inseticida Voliam Targo, da Syngenta, é a solução certa para o controle eficaz.

Além do bicho-mineiro, o produto age no controle de outras pragas do café, como o ácaro vermelho (Oligonychus ilicis), que ataca as folhas, tornando-as escuras e sem brilho, e a broca-do-café (Hypotenemus hampei), que compromete a qualidade do grão a ser colhido.

Combinando amplo espectro de ação, Voliam Targo é uma ótima ferramenta para a realização do manejo antirresistência na lavoura. Flexível no período de uso e com boa seletividade, o produto oferece um bom custo-benefício, com maior controle de pragas do café através de um número menor de aplicações.

Parte do portfólio completo de soluções da Syngenta, Voliam Targo ajuda o produtor a extrair o máximo de sua lavoura, prezando sempre pela sanidade da plantação e pela qualidade do café. Sempre ao lado do produtor, nosso maior objetivo é cooperar para que o cafeeiro alcance sempre os melhores resultados, passando com mais tranquilidade por todas os estádios da cultura.

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