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Cana-de-açúcar: uso de fungicidas protege o potencial produtivo

Com o manejo correto, os fungicidas reduzem a incidência de patógenos capazes de prejudicar o rendimento da lavoura

Publicado 06-10-2021 16:59:42

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Lavoura de cana-de-açúcar

A cultura da cana-de-açúcar é extremamente importante, pois serve de matéria-prima para diversos produtos utilizados ao redor do mundo. No Brasil, sua relevância é ainda maior, uma vez que o país é o maior produtor de cana-de-açúcar no mundo, principalmente por conta das condições climáticas propícias para o desenvolvimento da cultura.

A cana pode ser usada na produção de combustíveis, como o etanol e o biodiesel, de produtos para consumo humano, como açúcar, melado, aguardente e rapadura, na ração de animais e na produção de energia.

Também há o aproveitamento dos resíduos decorrentes da produção do álcool. Um bom exemplo é a vinhaça, utilizada como fertilizante por ser rica em macro e micronutrientes. Até mesmo o bagaço pode ser aproveitado na geração de energia e na produção do etanol de segunda geração.

Estimativa de produção para o próximo ciclo

Ainda que o clima no país favoreça a cultura da cana-de-açúcar, adversidades climáticas influenciam a qualidade e a produtividade da lavoura.

Eventos recentes, como a estiagem durante o ciclo produtivo, além das baixas temperaturas registradas nos meses de junho e julho de 2021, provocaram uma possível redução na colheita da cana em todas as regiões brasileiras.

Apesar disso, a estimativa é de que a safra 2021/22 renda 592 milhões de toneladas na colheita, de acordo com dados do  boletim publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Principais doenças que afetam a cultura de cana-de-açúcar

Entre os problemas que afetam o cultivo de cana, destacamos três que merecem uma atenção especial, por comprometerem a rentabilidade e a produtividade da lavoura.

Ferrugem (Puccinia melanocephala)

Caracteriza-se pelo surgimento de pequenos pontos cloróticos nas folhas, que evoluem para manchas alongadas amareladas.

Outro sintoma é o aparecimento de pústulas, com tamanho entre 2 e 7 mm, no centro e na parte inferior das folhas.

Esse patógeno provoca a necrose de áreas do tecido foliar, além de prejudicar a fotossíntese. Em variedades muito suscetíveis à doença, as pústulas formam placas de tecido morto. Quando o ataque à lavoura é intenso, as folhas ficam queimadas e sem brilho.

Ferrugem-alaranjada (Puccinia kuehnii)

Muito similar à Puccinia melanocephala, mas apresenta manchas em tom alaranjado que formam pústulas capazes de atingir toda a superfície da folha, causando necrose.

Interfere na fotossíntese e atrapalha o desenvolvimento da planta, prejudicando a produtividade da cultura.

A ferrugem-alaranjada já foi identificada em várias regiões do mundo, como Ásia, Oceania, África e Américas, e tem o vento como principal agente de disseminação, o que traz ao fungo a capacidade de se propagar por longas distâncias.

Podridão-abacaxi (Ceratocystis paradoxa)

Também conhecida como podridão da coroa, o patógeno incide em todas as regiões onde a cultura da cana-de-açúcar é cultivada.

O fungo provoca a morte de brotos novos e baixa a germinação em canaviais recém-implantados. Como consequência, ocorre o apodrecimento dos colmos, que exalam o odor de abacaxi. Também é observado uma mudança nos tecidos internos da cana, que passam a apresentar uma coloração vermelha.

É um problema que preocupa bastante o produtor, já que as mudas da cana-de-açúcar são cortadas em toletes, fator que facilita a entrada do patógeno na planta.

Mancha anelar (Leptosphaeria sacchari)

A mancha anelar, causada pelo fungo Leptosphaeria sacchari, é amplamente distribuída na cana-de-açúcar. Embora seja considerada de importância secundária, essa doença tem sido observada em diversas regiões do Brasil, aumentando a preocupação dos produtores.

Anteriormente era restrita a folhas velhas, mas nos últimos tempos foi possível observar a contaminação também em folhas novas de cultivares suscetíveis. Além das folhas, o fungo também pode atacar a bainha e o caule das plantas.

Uma das práticas que favorece a multiplicação do patógeno causador da mancha anelar é a manutenção no campo de restos vegetais não queimados. Os principais sintomas são caracterizados por manchas de formato fusiforme inicialmente amarronzadas com bordos escuros, que assumem cor de palha com a evolução da doença.

No centro das lesões, é comum observar pontuações pretas e pequenas que são os corpos de frutificação do fungo. Essa doença tem sido observada com alta severidade em diversas regiões produtoras de cana-de-açúcar.

Diante dessas informações, fica evidente a importância de preservar a sanidade da lavoura, a fim de proteger o potencial produtivo. Para isso, é essencial adotar boas práticas de manejo.

Manejo de doenças na cultura da cana-de-açúcar

Quando o assunto são as doenças da cana-de-açúcar, surge a preocupação sobre qual é a forma de manejo mais eficiente.

É sempre importante ressaltar que um melhor manejo de doenças na cultura passa por diversas práticas, que devem ocorrer de maneira harmoniosa e integrada. Nesse sentido, a adoção de práticas culturais, além do monitoramento constante da lavoura, é de extrema importância para as melhores tomadas de decisão.

É senso comum entender o manejo preventivo como essencial para a melhor proteção da lavoura contra as diversas doenças, agindo antes mesmo que elas se instalem.

Nessa linha, o controle químico é fundamental, observando-se questões como posicionamento do produto, doses e associação dessas práticas com o momento da cultura e as melhores tecnologias de aplicação.

Uma das recomendações para o manejo preventivo é a utilização de fungicidas aplicados no sulco de plantio. A aplicação direta no solo tem como objetivo prevenir o ataque de patógenos, como fungos de solo, no início da lavoura. Podemos citar como exemplo o causador da podridão-abacaxi (Cetarocystis paradoxa).

Ao adotar tal prática, também é possível observar diferenças no arranquio, no vigor e na brotação, além do menor número de falhas na lavoura. Por isso, esse método é uma ferramenta valiosa para a proteção da cultura.

Vale destacar que, na cultura da cana-de-açúcar, algumas doenças como as manchas foliares são consideradas secundárias. Porém, com a expansão dos canaviais e pela dificuldade no manejo, essas doenças têm aumentado a cada ano.

Se não controladas de maneira eficiente, causam diversos danos e prejuízos aos produtores. É importante que essas doenças sejam observadas com a devida atenção, pois diminuem a capacidade da planta de realizar a fotossíntese, prejudicando seu desenvolvimento.

Para fugir disso, é recomendado a utilização de soluções com aplicação via foliar, priorizando produtos com boa solubilidade e com rápida absorção pela planta.

Priori Xtra é a solução para incrementar a produtividade

Para promover o melhor manejo e aumentar os níveis de proteção da lavoura, vale contar com uma solução eficiente.

O Priori Xtra é o fungicida sistêmico da Syngenta que atua no controle de doenças da parte aérea da cultura da cana e no tratamento industrial de mudas, com possibilidade de aplicação no sulco de plantio e nas folhas da cana-de-açúcar.

É uma excelente solução preventiva que, se aplicada nas doses recomendadas, pode proporcionar efeitos fisiológicos benéficos às plantas, como o incremento de produtividade ou maior qualidade do produto final.

Conheça os principais benefícios da solução:

  • flexibilidade: pode ser aplicado em todos os segmentos (foliar e sulco), promovendo um melhor crescimento;

  • controle: efeito curativo e preventivo, capaz de proteger a cana dos ataques dos patógenos causadores de doenças;

  • sanidade: folhas mais ativas e cana mais produtiva;

  • eficiência: ação sistêmica eficaz, proporciona maior rapidez na translocação.

A aplicação pode ser feita no solo, no sulco de plantio e também na forma de pulverização foliar. Dessa maneira, previne doenças, fortalece as folhas e favorece o desenvolvimento, tanto em cana-planta quanto em cana-soca.

Comparativo Priori Xtra: fungicidas de solo X fungicidas foliares

Esse cuidado aumenta o número de folhas por metro quadrado de área plantada e, consequentemente, incrementa a produtividade.

Uma colheita rentável requer uma série de cuidados, que englobam a sanidade da cultura desde as fases iniciais de desenvolvimento, evitando doenças que podem ser manejadas pelo produtor.

Confira nosso portfólio completo e conte com as soluções da Syngenta para lhe auxiliar nessa jornada, fazendo com que seu manejo no campo traga ainda mais produtividade e rentabilidade.

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