Clima quente e seco deixa cafeeiros mais suscetíveis ao bicho-mineiro

Controle da praga deve ser preventivo, com aplicações de solo e foliar, explica especialista. Confira todas as estratégias eficientes de manejo

28/01/2019 10:18:47

Atualizado:

28/01/2019 15:45:53

As altas temperaturas têm favorecido o ataque do bicho-mineiro (Perileucoptera coffeella) às lavouras de café da safra 2018/19. A praga pode afetar todas as regiões produtoras do país, mas é mais recorrente e desafiadora em locais de clima seco e quente, como o Oeste da Bahia, Cerrado Mineiro e Norte de Minas.

“A incidência do bicho-mineiro tem aumentado principalmente pelas condições climáticas favoráveis, como o veranicos mais intensos e chuvas mal distribuídas”, explica o engenheiro agrônomo da área de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, Willie Cintra.

O bicho-mineiro deposita ovos nas folhas mais jovens do cafeeiro. Quando eclodem, as larvas penetram nas folhas e se alimentam dela, deixando galerias em forma de ‘minas’, com cor amarronzada na superfície. Um ataque desse inseto causa uma considerável perda de folhas. “Os prejuízos são grandes, já que a praga pode provocar uma redução de até 50% na capacidade produtiva da planta”, alerta Cintra.

O ataque geralmente inicia-se pelo ponteiro das plantas, o que facilita a identificação da praga na lavoura. O manejo, no entanto, deve ser preventivo.  “O controle químico deve começar com produtos de solo (Verdadero e Durivo) e ser complementado com os produtos foliares (Voliam Targo e Curyom)”, orienta o agrônomo.

Como realizar o controle do bicho mineiro?

Logo após a florada, em outubro, a orientação é utilizar um inseticida/fungicida com ação bioativadora como o Verdadero, capaz de tornar a planta mais robusta, controlar as pragas e elevar a produtividade. O inseticida e fungicida garante também proteção contra a ferrugem-do-cafeeiro, que é a principal doença desta cultura.

Por estarmos no final de janeiro, uma boa opção para o agricultor é a aplicação de Durivo, que reúne dois ingredientes ativos – a Tiametoxam e Clorantraniliprole – para o controle da praga, promovendo um maior crescimento radicular e vigor.  É recomendada a aplicação no solo, entre a segunda quinzena de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.

Além da utilização de produtos preventivos de solo, é importante em áreas de maior pressão, complementar o tratamento com aplicações foliares. Para isso, a Syngenta tem em seu portfólio Voliam Targo, inseticida e acaricida com longo residual de controle das principais pragas do cafeeiro: o bicho-mineiro, a broca-do-café e o ácaro-vermelho.

Se o ataque estiver intenso – com a presença de mariposa no baixeiro, mais que 5% de minas ativas, pupa no baixeiro e nas folhas que estão no solo –  é importante associar ao manejo o controle mecânico. Segundo recomendação técnica, a estratégia de manejo integrado consiste em soprar as folhas do solo imediatamente para o meio da rua e trinchar e, na sequência, realizar as aplicações de inseticida conforme orientação do agrônomo responsável.

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