Início da safra da soja requer atenção redobrada ao manejo de doenças

Evento Circuito Fungicidas EXF Discovery ocorreu em 60 municípios de 13 Estados e reuniu pesquisadores, especialistas da Syngenta e mais de 3 mil produtores em discussões sobre as maneiras adequadas para o melhor controle de doenças.

25/11/2019 18:37:19

Atualizado:

25/11/2019 18:43:35

Um dos principais desafios dos produtores de soja do país é o manejo de doenças, entre elas a temida ferrugem asiática, que tem alto potencial de impactar negativamente a produtividade e da qual o fungo causador (Phakopsora pachirhizi) vem desenvolvendo resistência. O complexo de doenças, no entanto, é muito amplo e vai além da ferrugem. No caso das manchas, por exemplo, também há problemas envolvendo resistência. A prevenção efetiva e o controle estão diretamente relacionados a uma série de práticas, entre as quais figuram estratégias para evitar a resistência às moléculas de fungicidas. Nesse cenário, o Manejo Consciente, da Syngenta, é fundamental, tendo em vista que o programa reúne tópicos essenciais para garantir a proteção da lavoura.

Para discutir sobre estratégias de manejo de doenças na soja, a Syngenta promoveu entre setembro e novembro o Circuito Fungicidas EXF Discovery, realizado em 60 municípios de 13 Estados. O evento reuniu pesquisadores, especialistas da empresa e mais de 3 mil produtores de soja em discussões sobre as maneiras adequadas para o melhor controle de doenças.

Participaram do evento palestrantes atuantes nos mais importantes polos de sojicultora do país: Fabiano Siqueri, Marcelo Canteri, Lucas Navarini, Carlos Alberto Forcelini, Edson Borges, Fernando Grigoli, Carolina Deuner e Alfredo Riciere Dias. No evento, as soluções e práticas para o controle de doenças foram debatidas de forma regionalizada, tendo em vista que a incidência de doenças varia muito de acordo com o clima e, logo, com a região produtora.

O pesquisador Lucas Navarini, em palestra do Circuito realizada em Londrina (PR), falou da situação atual específica de uma das mais importantes regiões produtoras de soja do país, o interior do Paraná. “Houve um atraso significativo na semeadura. O produtor então vai ter de antecipar as primeiras aplicações. Essa situação vai gerar a necessidade de mais uma aplicação pelo menos no ciclo da soja. É preciso também respeitar as características dos produtos. Formulações contendo carboxamidas devem ser para as primeiras aplicações, já que são preventivas. Para as últimas aplicações, o adequado é utilizar boas misturas de fungicidas curativos, como triazóis, reforçadas com multissítios, para assim ter um bom manejo da resistência. Se fizer uma boa aplicação preventiva, com reforços adequados, o produtor vai conseguir uma melhor produtividade”. 

Carlos Forcelini, outro renomado pesquisador e palestrante do Circuito, também deu instruções sobre o manejo de doenças nesta safra de soja. “Os problemas podem começar mais cedo neste ano. A primeira estratégia, então, é começar mais cedo com a proteção, trazendo as primeiras ações de controle para o período vegetativo. Depois, é preciso seguir com intervalos de aplicação seguros. Intervalos maiores, em anos com menos pressão, podem ser satisfatórios, mas neste ano, creio que não. Também é recomendado escolher as melhores ferramentas para cada momento”.

Leandro Bessa, gerente comercial da Syngenta, reforçou os principais pontos do Manejo Consciente, desenvolvido pela Syngenta, em parceria com renomadas universidades e instituições, e formado por dez princípios. “A recomendação técnica tem quatro itens principais. O primeiro é usar todos os modos de ação disponíveis em um programa de controle. Também é importante respeitar as características do produto: carboxamidas são preventivas e triazóis são curativos. Durante todo o ciclo da cultura, é recomendado utilizar produtos de amplo espectro. A ferrugem e as manchas, por exemplo, ocorrem durante todo o ciclo. O quarto ponto é relacionado a parceiros, que devem ser usados em todas as aplicações”, explica Bessa.

O fitopatologista Edson Borges, também palestrante do Circuito, ressaltou a importância de eventos como o Circuito. “Sou adepto da busca de conhecimento e de informação. O produtor precisa trocar informações com outros produtores. Consultores precisam trocar informações com outros consultores. Vejo nos eventos do Circuito uma oportunidade única de fazer essa troca. É um momento único para ouvir palestrantes que têm anos de pesquisa e que transferem esses conhecimentos para os produtores. O conhecimento é muito importante para produzir cada vez mais e com segurança.”

Marcos Queirós, gerente do portfólio fungicidas BR explicou que antes das palestras do Circuito, são realizadas visitas às fazendas, para apresentar aos produtores o Manejo Consciente. “A gente discute sobre a importância de posicionar bem as tecnologias e apresentar os princípios que vão proporcionar sustentabilidade aos fungicidas. A informação é muito perecível, então estamos o tempo todo buscando estar atualizado e sempre em contato com o produtor. É botina no pé. Tem de estar perto dos agricultores”.

Ao longo do Circuito, a Syngenta apresentou vários conceitos dos fungicidas da empresa. Além das novas formulações da Syngenta que estarão presente no mercado no médio prazo, a empresa também reforçou a eficiência do portfólio atual, que conta com produtos como Elatus, Cypress, Score Flexi e Bravonil.

Por meio de ações como o Manejo Consciente e o Circuito Fungicidas EXF Discovery, a Syngenta busca o contato cada vez mais próximo com os produtores, para uma produtiva atuação em parceira, do início do plantio à colheita. Boa safra para todos nós!

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