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Lagartas da soja: atenção para o alto risco de ataques

Mesmo com atraso histórico no plantio da cultura nas principais regiões produtoras do grão, algumas áreas já estão entrando na fase reprodutiva, momento crítico quanto ao ataque de pragas. Não arrisque sua safra! Coloque em prática ações de manejo

Publicado 10-11-2020 15:36:16

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Lagartas da soja: atenção para o alto risco de ataques

A tão esperada chuva para o início do plantio da safra 20/21 da soja demorou, mas chegou em meados outubro, favorecendo os produtores que já estavam com o calendário de plantio atrasado. Apesar de em alguns locais não terem sido suficientes para aumentar a umidade do solo, sua incidência contribuiu com as lavouras.

Após o atraso no começo do plantio, as lavouras de soja em breve entrarão no início da fase reprodutiva, momento de alto risco para o ataque de pragas, entre elas, as lagartas de difícil controle, que podem proporcionar grandes prejuízos na produtividade.

Por que este é o momento de se preocupar com as lagartas da soja?

Algumas das lavouras de soja brasileiras já estão entrando na fase reprodutiva (R1). As plantas já emergiram e, até o estádio R8, o campo floresce, desenvolve as vagens e passa pelo enchimento dos grãos, até a maturação completa da planta.

Este é o período certo para o monitoramento e controle das pragas que atingem a soja, para que os danos causados, principalmente pelas lagartas, não atinja a produtividade de forma significativa.

As lagartas da soja de difícil controle, como são conhecidas, geralmente se alimentam das folhas e da estrutura reprodutiva da planta. Pela facilidade de se proliferarem, elas podem causar uma perda de até 50% da produtividade se ações de combate não forem aplicadas rapidamente.

Duas espécies estão na lista das que mais preocupam os produtores quando a soja entra na fase reprodutiva: a lagarta helicoverpa (Helicoverpa armigera) e a falsa-medideira (Chrysodeixis includens). Além disso, a Spodoptera também tem recebido uma atenção especial devido aos prejuízos causados nas últimas safras.

Conheça as características de cada lagarta e como identificá-las na lavoura:

  • Lagarta helicoverpa (Helicoverpa armigera): resistente a inseticidas e com a característica de se adaptar facilmente a vários tipos de ambientes, essa lagarta já trouxe muitos prejuízos em safras passadas, como na safra 12/13, quando os números populacionais atingiram índices nunca registrados no Cerrado e prejuízos que geraram sérios impactos econômicos aos produtores.

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As larvas dessa espécie atacam as inflorescências e os frutos na hora de se alimentar e o seu ciclo dura entre 30 e 60 dias. Por isso, a helicoverpa é considerada uma lagarta de difícil controle, já que em um mesmo período de safra é possível encontrar diversas gerações dessa mesma espécie.

  • Lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens): mais comum na Região Sul do país, tem a coloração verde e o seu movimento se assemelha à medição de palmos. Elas atacam as folhas e se alimentam do limbo, deixando apenas nervuras. Com isso, as hastes ficam fracas e quebradiças, e há uma grande desfolha na lavoura.

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Por se esconder nas folhas do baixeiro, acaba sendo uma lagarta de difícil controle, pois é difícil de detectá-la na planta e sua população aumenta muito em poucos dias.

  • Lagarta do complexo Spodoptera (frugiperda, cosmioides e eridania): o gênero Spodoptera aparece ocasionalmente na lavoura e possui três tipos de espécies polífagas, ou seja, que têm a capacidade de ingerir várias fontes alimentares.

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A Spodoptera frugiperda preocupou alguns produtores nas últimas safras pelo grande aparecimento populacional nas lavouras de soja, apesar de serem mais comuns nos campos de milho e de algodão. Essa espécie se alimenta das vagens das plantas e, por ser uma grande devoradora, traz inúmeros prejuízos na produtividade.

A cosmioides e a eridania são caracterizadas por causar grande desfolha no campo. Enquanto a cosmioides tem a coloração preta e se alimenta, principalmente, das vagens das plantas, a eridania tem a característica de migrar das plantas de soja em fim de ciclo para a planta daninha corda-de-viola (Ipomoea grandifolia), sobrevivendo na entressafra. Também é muito comum ser encontrada na Região Centro-Oeste.

Além dos inúmeros prejuízos que as lagartas da soja causam no campo, a resistência se mostra um grande problema para o produtor e um desafio em potencial para as tecnologias aplicadas no campo, que precisam ser eficazes e proporcionar amplo espectro e performance superior para o controle.

Por isso, o manejo antirresistência reúne práticas de monitoramento, timing exato na tomada de decisão e inseticidas eficientes para que os impactos não afetem a produtividade e a rentabilidade dos sojicultores.

Qual a importância do manejo antirresistência para o controle das lagartas?

Dentro do ciclo da cultura de soja, o produtor escolhe práticas de manejo durante todo o desenvolvimento da safra para que extraia o máximo em produtividade em uma lavoura saudável e livre de pragas.

No entanto, as lagartas de difícil controle apresentam o problema de resistência, o que significa que adotar as mesmas práticas de manejo em toda a lavoura leva a praga a desenvolver uma sensibilidade ao inseticida aplicado, não controlando efetivamente o aumento populacional desse insetos, causando impactos significativos nas plantas e, consequentemente, no resultado da produtividade.

O manejo antirresistência inclui medidas de controle da cultura que, aliadas ao MIP (Manejo Integrado de Pragas), têm o objetivo de controlar as pragas no campo, como as lagartas da soja. Dentro dessas ações, estão:

  • vazio sanitário: período de ausência total de plantas vivas de soja por 60 dias, proibindo o cultivo nesse intervalo com o intuito de proteger a lavoura de doenças e da infestação das pragas que ocorrem na entressafra.
  • monitoramento periódico: acompanhar tudo o que acontece na lavoura de perto é uma das técnicas mais eficientes para prever o aumento populacional das pragas e antecipar as ações de controle desses insetos.
  • solução inseticida: ao detectar que a população de insetos está gerando prejuízo econômico ao sojicultor, a aplicação do inseticida com ação rápida e amplo espectro se faz necessária para o manejo antirresistência, contribuindo com a sanidade da lavoura.

Para que as lagartas da soja não inviabilizem a lavoura, a escolha assertiva do inseticida é essencial para o melhor controle e para o desenvolvimento pleno do campo.

 

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Você sabia que é possível ser implacável contra as lagartas?

Para contribuir com o sojicultor no campo, a Syngenta conta com Proclaim, um inseticida para lagartas desenvolvido para o manejo antirresistência com rápida ação de choque e residual, acabando com os problemas de pragas na lavoura.

Se o risco de lagartas na soja é alto nesse início de fase reprodutiva, o benzoato de emamectina é o ingrediente ativo na formulação que contribui para que o produtor obtenha excelente assertividade no controle das lagartas da soja: sua composição química é implacável contra as espécies polífagas, que se alimentam de diversas culturas.

Além disso, pode-se destacar outros diferenciais como:

  • rápida ação de choque: as lagartas sofrem o bloqueio na sua alimentação em pouco tempo, o que ocasiona o controle eficiente e superior da praga;
  • seletividade: tem pouca disponibilidade para contato e, por isso, é uma solução altamente seletiva aos inimigos naturais presentes no campo;
  • ação translaminar: a formulação de Proclaim tem uma ação em movimento dentro das folhas, protegendo-as da lavagem das chuvas e conferindo assim um bom residual;
  • manejo antirresistência: além da ação ovi-larvicida, que controla os insetos antes e durante a eclosão dos ovos, a solução leva à paralisia flácida da praga, conhecida também como “ativadores de cloro”.

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O posicionamento indicado para o uso de Proclaim é no momento após o fechamento da cultura, em que o produtor necessita de uma solução eficiente para a possível infestação das lagartas na lavoura.

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Lagartas X Operação Praga Zero: sua lavoura livre de pragas

A Syngenta conta, ainda, com o programa Operação Praga Zero, que busca dar suporte aos produtores rurais nas melhores práticas de manejo para o desenvolvimento saudável da lavoura, livre de pragas.

Idealizado e lançado pela Syngenta, o projeto tem como objetivo orientar e dar todo o suporte para produtores e agrônomos sobre a importância do manejo de pragas e como enfrentar esses desafios no campo no dia a dia.

No início do programa, em 2019, aconteceram palestras e visitas organizadas, em que especialistas mostraram, de forma didática, como as ações de manejo e a tomada de decisão precisa contribuem com eficiência no controle de pragas.

No atual cenário de pandemia, o Operação Praga Zero se reinventou para atender às necessidades do produtor rural e adaptou os atendimentos ao ambiente virtual. Através de palestras online, webinars e videoconferências, todo o suporte é dado com atenção e foco nas soluções dos problemas e dúvidas em relação ao campo.

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O cuidado dentro e fora do campo faz parte da conexão que a Syngenta mantém com o produtor através de tecnologias que auxiliam em uma lavoura saudável e produtiva. Confira o portfólio completo de produtos e conheça as soluções desenvolvidas para todo o ciclo da cultura.

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