Mancha-alvo resistente atinge lavouras de soja no Cerrado

Pesquisas mostraram a presença de isolados com sensibilidade reduzida às carboxamidas. Veja orientações para o manejo da doença

21/12/2018 16:05:18

Atualizado:

21/12/2018 17:51:46

Se para os produtores do Sul a incidência precoce da ferrugem nas lavouras da safra 2018/2019 é motivo de preocupação – os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul somam mais da metade dos casos (71) notificados até a data no Consórcio Antiferrugem –, no centro-oeste a ameaça é outra. A região registrou as primeiras ocorrências da mancha-alvo desta safra, doença que infecta mais de 390 espécies de plantas e que preocupa o agricultor de soja desta região.

A mancha-alvo é provocada por um fungo – Corynespora cassiicola – que se manifesta nas folhas iniciando por pontuações pardas, com halo amarelado e evoluindo para manchas, no formato de um alvo. A principal consequência é a desfolha precoce, que compromete o enchimento do grão e a produtividade da colheita, em cultivares suscetíveis podem sofrer desfolha com perdas de até 50% de produtividade.

A doença tem maior expressão nos primeiros plantios da soja do Cerrado. “A incidência dessa doença tem aumentado nas últimas safras em razão do aumento da semeadura de cultivares suscetíveis e a ocorrência de condições ambientais favoráveis para o surgimento desta”, explica Norton Chagas, gerente de Resistência a Fungicida da Syngenta.  Portanto é importante a adoção de manejo sustentável nas lavouras de soja.

“As estratégias de manejo recomendadas para essa doença são: a utilização de cultivares resistentes, a rotação de culturas e controle químico, neste caso respeitar o número máximo de 2 (duas) aplicações de carboxamidas para a cultura da soja, não utilizar as carboxamidas de maneira isolada, preconizar sempre a associações de fungicidas multissitios ou Cypress®, e sempre iniciar o controle de forma preventiva”, destaca Norton. 

“A utilização do fungicida isolado e de forma curativa pode explicar o aparecimento da mancha-alvo menos sensível nestas lavouras”, conta o especialista. Isso porque, quando os fungicidas de ação específica são aplicados de forma errônea – não combinados com parceiros – tendem a eliminar populações mais sensíveis do fungo, aumentando a frequência das menos sensíveis. Ou seja, o manejo incorreto diminui a sensibilidade da doença aos fungicidas.

Para proteger a soja e garantir a efetividade dos fungicidas, a Syngenta tem orientado produtores através do programa Manejo Consciente.  O programa destaca, além do uso preventivo e combinado ao fungicidas parceiros, a rotação com culturas não hospedeiras, tratamento de sementes, a aplicação em doses e intervalos corretos e uso de tecnologia eficiente para o controle da ferrugem asiática, mancha-alvo, antracnose, oídio, entre outras doenças da soja.

Como fazer o manejo com a doença instalada?

A aplicação de fungicida é uma das principais estratégias de controle da mancha-alvo. Apesar de ter progressão mais lenta se comparada à ferrugem asiática, depois de instalada, a doença é de difícil controle.

O manejo efetivo da doença baseia-se no conjunto de boas práticas agronômicas e em destaque o uso de fungicida. A Syngenta é uma das poucas empresas que apresenta uma solução robusta para este controle, a aplicação do fungicida ELATUS®+ Multissitio ou Elatus+Cypress® preventivamente proporciona um controle eficaz desta doença proporcionando ótimos resultados de colheita ao produtor.

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