Pesquisadora tira dúvidas sobre o controle de percevejos no sistema soja-milho

Efeito ponte verde pode causar danos ao cultivo de milho safrinha. Saiba como fazer o manejo integrado da praga e evitar perdas na produção

07/01/2019 15:23:42

Atualizado:

07/01/2019 19:04:47

O cultivo do milho safrinha é uma prática comum em grandes regiões produtoras do Brasil. Para evitar o efeito ponte verde, que ocorre em plantios ininterruptos, é preciso redobrar os cuidados com o monitoramento e o controle de pragas em todas as etapas da cultura de soja.

Ao final do ciclo da soja, os percevejos, uma das pragas mais comuns deste tipo de cultura, podem se hospedar em algumas plantas daninhas, garantindo condições de sobrevivência. Com a permanência da praga na área, é fundamental monitorar as lavouras antes da instalação do milho.

Segundo a professora e pesquisadora da Faculdade de Agronomia da Universidade de Rio Verde (UniRV), Jurema Rattes, reforçar a aplicação de pesticidas na fase final é uma estratégia crucial para diminuir ao máximo a população de percevejos e proteger a lavoura de milho que virá na sequência.

“O produtor muitas vezes se preocupa em controlar o percevejo só na fase de enchimento de grãos porque acredita que depois ele não causa mais danos. Se eu não fizer o controle eles vão continuar se alimentando e vão migrar para os talhões mais novos ou ficar na área para o milho safrinha”, explica a pesquisadora.

Quando iniciar o monitoramento e manejo desta praga?

Diferente da lagarta e da mosca branca, os percevejos não deixam sintomas visíveis nas plantas. A entrada na lavoura pelo menos uma vez por semana faz parte da estratégia de manejo da praga.

“Os percevejos na fase adulta são mais fáceis de controlar, porque estão mais expostos. Por isso o manejo deve começar na fase vegetativa da soja”, explica Jurema Rattes. “Já na fase reprodutiva da cultura, o agricultor vai encontrar ovos, percevejos adultos e ninfas, que são mais difíceis de eliminar”, reforça a pesquisadora.

Como realizar o controle de percevejos na lavoura?

A escolha da tecnologia mais adequada para controlar os percevejos deve levar em conta o dossel da cultura, a fase em que o inseto se encontra e o modo de ação dos inseticidas. A aplicação deve ser feita no momento certo, quando se encontram dois percevejos maiores de 0,5/metro para áreas de produção de grãos, e respeitando os intervalos.

Produtores que aplicam inseticidas associados a fungicidas devem redobrar os cuidados com o monitoramento de percevejos entre as duas primeiras aplicações. Isso porque, como explica a pesquisadora da UniRV, o intervalo de 15 dias entre as doses de inseticida pode ser muito longo, permitindo que a população destes insetos cresça. “É muito importante fazer o monitoramento nos primeiros dez dias e, dependendo da situação, adiantar a segunda aplicação de inseticida para este momento”, orienta Jurema Rattes.

Conheça a solução Syngenta para o controle de percevejos

A Syngenta possui, em seu portfólio, o Engeo Pleno S considerado a evolução no controle de percevejos. A solução conta com a segunda geração da tecnologia Zeon, que tem uma liberação controlada do ingrediente ativo, melhorando o efeito de choque e residual.

Na avaliação da pesquisadora da Faculdade de Agronomia da UniRV, Jurema Rattes, a nova formulação do inseticida tem um desempenho superior, eficácia e ação residual maior no manejo da população de insetos em diferentes fases.

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