Saiba como melhorar o manejo de bicho-mineiro na lavoura de café

Principal praga da cultura do café, o bicho-mineiro tem potencial de reduzir a produtividade em até 70%. Para o manejo do alvo, o ideal é unir os controles mecânico, biológico e químico

11/12/2018 18:40:55

Atualizado:

12/12/2018 09:56:07

O controle de bicho-mineiro (Perileucoptera coffeella), que é a principal praga da cultura do café, é mais desafiador em lavouras instaladas em locais de clima seco e de altas temperaturas. No entanto, o manejo dessa praga é um tema técnico recorrente em todas as regiões produtoras do país. A melhor forma de lidar com o bicho-mineiro, que tem potencial de reduzir a produtividade em até 70%, é a integração de controles: mecânico, biológico e químico.

Confira abaixo uma série de instruções para que o controle desse alvo seja eficaz. São informações integrantes do webinar “Controle Vigoroso”, realizado no dia 26/11 com dois engenheiros agrônomos especialistas no tema: o professor Carlos Becker, que soma cerca de 40 anos de experiência com a lavoura de café, e Luiz Fernandes, responsável por Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta no Sul de Minas Gerais.

Fatores que favorecem a incidência e infestação de bicho-mineiro
• Ambiente: clima seco e altas temperaturas.
• Comportamento dos talhões: lavouras expostas a correntes de ar.
• Ausência de inimigos naturais da praga.

“A união desses três fatores é um prato cheio para o bicho-mineiro”, garante Becker.

Áreas de maior incidência
• O bicho-mineiro pode ocorrer em todo o país.
• As regiões de maior incidência são o Cerrado e o Norte de Minas Gerais e a Bahia, onde o ambiente pode ser favorável à praga durante vários meses do ano.
• Regiões mais frias e com maior umidade são menos favoráveis à praga.

Ação do bicho-mineiro no cafeeiro

A praga entra nas folhas e se alimenta delas. As minas criadas vão tomando conta da superfície foliar. Desta forma, pode ocorrer a desfolha do cafeeiro, o que prejudica a capacidade de produção de energia da planta. O problema de enfolhamento leva ao não desenvolvimento do fruto. Também pode gerar grãos chochos. “O produtor deve ficar muito atento ao manejo adequado de bicho-mineiro, porque, como costumo dizer, folha no chão leva ao prejuízo no bolso”, afirma Becker.

Controle mecânico

O controle mecânico demanda trabalho, mas dá resultados satisfatórios: “Próximo à colheita, deve-se preparar a lavoura. Com um soprador, é adequado retirar as folhas que estão debaixo do cafeeiro (caídas no solo) e deixá-las no centro da rua. Depois, o ideal é passar uma trincha sobre elas. A trincha e a insolação vão quebrar o ciclo da praga, já que elimina praticamente 100% das pupas”, ensina Becker.

“O manejo mecânico é extremamente importante. Não é gasto com a lavoura. É um investimento que dá retornos por meio da produtividade”, concorda Fernandes.

Controle biológico

Uma das técnicas para garantir a presença de inimigos naturais do bicho-mineiro na lavoura é a manutenção de áreas de refúgio. “Predadores como as vespas podem ter eficiência de até 70% no controle da praga, por isso é muito importante manter os inimigos naturais ”, afirma Becker.

Controle químico

A ferramenta mais eficaz para o manejo do bicho-mineiro é o controle químico. Porém, é recomendável que ele seja aliado aos controles mecânico e biológico.

O agricultor tem hoje à mão um grande número de inseticidas registrados para manejo de bicho-mineiro. Uma opção muito eficiente é Durivo, que reúne dois ingredientes ativos: Tiametoxam e Clorantraniliprole, combinação que controla o bicho-mineiro e estabelece um novo patamar de vigor e enraizamento das plantas. É recomendada a aplicação com umidade no solo, de janeiro a fevereiro.

“Os dois ingredientes presentes em Durivo promovem um maior crescimento radicular, que é a base da planta e proporciona a absorção de nutrientes e água. Se o sistema radicular está bem, isso é refletido na planta. Com o uso de Durivo, os resultados superiores são claros”, diz Becker.

O produto, além do manejo de bicho-mineiro, também é eficiente no controle das principais pragas de solo que atingem a cultura do café, como a cigarra do cafeeiro.

Como fazer o manejo integrado

Fernandes diz que muitas vezes o agricultor toma ações muito reativas e, desta forma, abusa do uso de produtos de choque. Segundo ele, é mais adequado a utilização de produtos preventivos de solo e, depois, defensivos foliares.

Nas aplicações de solo, quando Durivo é aplicado na sequencial de Verdadero, é proporcionado um maior efeito residual. O inseticida e fungicida Verdadero garante também, por exemplo, proteção contra a ferrugem-do-cafeeiro, que é a principal doença da cultura do café.

Voliam Targo, inseticida e acaricida de contato e ingestão, de aplicação foliar, controla bicho-mineiro e também broca-do-café e ácaro-vermelho. Proporciona ampla proteção de folhas e frutos e, assim, auxilia o produtor na manutenção da produtividade da lavoura.

Assista ao Webinar

Confira no vídeo abaixo as dicas dos engenheiros agrônomos Carlos Becker e Luiz Fernandes dadas no webinar “Controle Vigoroso”. Eles abordam questões referentes ao manejo de bicho-mineiro e outros pontos fundamentais para obter uma lavoura de café produtiva.

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