Por que o refúgio é tão importante para controlar lagartas do milho?

Destinação de área para plantio de sementes não Bts está entre as boas práticas que ajudam na preservação da biotecnologia

17/08/2018 11:09:39

Atualizado:

23/08/2018 17:57:12

 

Entre as boas práticas agrícolas, o refúgio é a principal ferramenta do produtor para garantir a proteção e a eficiência da biotecnologia, que é fundamental para quem busca a máxima produtividade no campo.

O plantio de sementes não Bts (sem resistência a lagartas), junto com sementes Bts quando realizado na proporção correta, reduz a velocidade de evolução de pragas resistentes às tecnologias, principalmente de lagartas.

Como plantar?

O produtor deve levar em conta a proporção e a distância. Quem cultiva milho, deve destinar 10% da área para o plantio de sementes não Bts. A distância deve ser de no máximo 800 metros da lavoura Bt e pode levar até duas aplicações de inseticida, no máximo, até o estágio V6 da cultura.

O plantio do refúgio deve ser feito na mesma época do plantio da área Bt e os híbridos usados devem ser de porte e ciclo semelhantes ao hibrido resistente a insetos. “Essa é considerada a principal prática agronômica para atrasar a resistência em populações de insetos. Ela ajuda no equilíbrio do ecossistema e na sustentabilidade, essenciais para o manejo adequado”, explica Julio César Fatoretto, gerente de Desenvolvimento Técnico LATAM da Syngenta.

E se o refúgio não for feito?

Sem essa ferramenta, a proporção de insetos resistentes a biotecnologia na população pode aumentar rapidamente. É que o refúgio favorece a multiplicação de insetos suscetíveis, que acasalam com os eventuais indivíduos resistentes. Hoje, grande parte dos produtores de milho plantam 100% de suas lavouras com biotecnologia, visando produtividade e redução de custo, com menos aplicações de inseticidas.

Se isso for colocado como prática, a biotecnologia pode assegurar a proteção, mas por um limitado período. “Ao longo do tempo, os insetos resistentes vão aumentando na população em relação aos susceptíveis e o agricultor acaba tendo mais custos com defensivos para conseguir controlá-los. Isso obrigará o produtor a voltar ao plantio convencional” diz Fatoretto.

Biotecnologia eficiente

Agrisure Viptera é a biotecnologia mais eficiente do mercado para o controle das principais lagartas na cultura do milho. Outras empresas têm, inclusive, licença da Syngenta para comercialização desse conhecimento científico em seus produtos. Não há, porém, previsões de lançamentos de novas proteínas pela indústria nos próximos dez anos. “Também por isso o refúgio é tão essencial”, explica Fatoretto.

Quando aliado ao refúgio, o Agrisure Viptera reduz a necessidade de aplicações de inseticidas: de quatro a cinco para até duas nas áreas de refúgio, ao longo do ciclo e ajudará a preservar os outros 90% da área Bt plantada. A tecnologia é capaz de combater as principais lagartas da lavoura, tem tolerância a glifosato e proporciona ampla proteção em todos os estágios da cultura.

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VÍDEOS

Há diversos temas essenciais à produtividade agrícola, entre eles o controle de pragas, doenças e daninhas, a eficiência de produtos e o tratamento de sementes industrial. A Syngenta preparou uma série de vídeos sobre variados assuntos e também ouviu pessoas que trabalham no campo e especialistas. Veja ao lado um conjunto desses vídeos. Boa navegação!